terça-feira, 4 de agosto de 2015

PSDB cobra Petrobras por propaganda enganosa.

(Folha)O vice-presidente da CPI da Petrobras, deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), irá requerer na próxima reunião do colegiado, na quinta-feira (6), que a Petrobras entregue o conteúdo da defesa apresentada nos Estados Unidos em ação movida por investidores estrangeiros por perdas com corrupção. 

Em reportagem veiculada pelo site do jornal "O Globo" com citação à "Agência Reuters", os advogados de defesa da Petrobras teriam afirmado que os comunicados enviados ao mercado eram "mera publicidade". "Se isso efetivamente se confirma, é a constatação de que esse governo, não satisfeito em mentir reiteradamente para os brasileiros, passa a mentir também para os estrangeiros, para aqueles que investem no país. E um governo que age desta forma, cada vez se distancia mais do resgate da sua própria credibilidade", disse o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, após reunião com a cúpula do partido em Brasília. 

De acordo com a reportagem, o juiz Jed Rakoff, do Tribunal Federal de Manhattan, diz, em seu relatório de 30 de julho, que entre os comunicados considerados "publicidade" estariam declarações de que a Petrobras criou uma comissão "destinada a assegurar os mais altos padrões de ética", que "adota as melhores práticas de governança corporativa" e que se comprometia "a conduzir seus negócios com transparência e integridade". 

Segundo Aécio, Imbassahy irá apresentar requerimentos na CPI da Petrobras para que a estatal envie ao colegiado as suas peças de defesa no processo americano. "Está claro ali que se a empresa se defendeu dessa forma, considerando seus comunicados como peças de mera propaganda, incorreu em crime de responsabilidade", disse. Diversas ações coletivas foram apresentadas nos Estados Unidos no fim do ano passado contra a Petrobras com pedidos de ressarcimento aos investidores por perdas provocadas pelos casos de corrupção. 

MANIFESTAÇÕES
Aécio também afirmou que o partido fechou questão sobre a participação da sigla nas manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff marcada para 16 de agosto. O tucano repetiu que o partido convidará a sociedade a participar dos atos nas duas propagandas partidárias que irão ao ar nesta quinta (6) e sábado (8). 

Para o tucano, a prisão do ex-ministro José Dirceu, será um ingrediente a mais para as manifestações. Temas econômicos como a volta da inflação e o aumento do desemprego também deverão inflar a população contra o governo. "Reiteramos nosso apoio às manifestações que tomarão conta das ruas do país no dia 16 de agosto, registrando sempre que são manifestações da sociedade, organizadas por um conjunto de movimentos e nós, dentro dos limites da democracia, mostraremos também nossa indignação com a corrupção e com tanta mentira que tomou conta do país", afirmou. 

Apesar de ainda não confirmar sua participação na manifestação, Aécio indicou que "possivelmente" irá comparecer. Ele foi duramente criticado por não ter saído às ruas em atos passados. "Eu não quero é transformar isso na presença de um presidente de um partido político. É possível que eu esteja [na manifestação]. Esses movimentos não são de partidos e nem devem ser. Quanto mais abrangentes forem, melhor. Agora, os partidos também são parcela da sociedade e devem participar", afirmou.

Segundo o senador, a legenda ainda deve ter cautela em um eventual pedido de impeachment. Os tucanos preferem que a decisão seja tomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 

Ele também rechaçou as acusações de que a sigla defende um golpe. "Aqueles que falam em golpe deveriam conhecer mais a nossa Constituição. Golpe, na verdade, é constranger os nossos tribunais no exercício das nossas funções constitucionais. O papel do PSDB neste momento é, acima de qualquer outro, garantir que as instituições continuem funcionando", disse. "Quem fala em golpe são aqueles que tentam golpear as nossas instituições levando a elas constrangimento para que cumpram a sua função", completou

Impeachment por tabela.

(Estadão)Em reunião com aliados de PSDB, DEM e Solidariedade na noite de segunda-feira, 3, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discutiu uma manobra para pautar pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff sem se comprometer diretamente.

Duas fontes que participaram da reunião disseram ao Estado que ficou acordada a possibilidade de que, após o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhar seu parecer a respeito das contas de governo de Dilma, Cunha rejeitaria o pedido de abertura de processo de impeachment, mas a oposição apresentaria um recurso, que seria votado e aprovado, garantindo a votação do impedimento da petista.

O TCU deve decidir se o governo fez as chamadas "pedaladas fiscais", irregularidade ao atrasar propositalmente o repasse de dinheiro a bancos e autarquias em 2014 e, com isso, teria omitido ao mercado financeiro e aos especialistas a real situação do saldo de suas contas. A análise das contas do governo Dilma estão sob análise da Corte. 

Após o julgamento, o relatório será encaminhado ao Congresso, que toma a decisão final. Caso as contas do primeiro mandato sejam rejeitadas poderiam embasar eventual abertura de impeachment contra a presidente por crime de responsabilidade fiscal. 

Eduardo Cunha ainda não se manifestou sobre a reunião de ontem. Ele realizaria um almoço na tarde desta terça-feira, 4, com líderes partidários, mas cancelou o compromisso, uma vez que já realizou a conversa que pretendia.Partidos da base como PSD, PR e PP também participaram do encontro, mas negaram ter discutido o assunto.

Gêmeas corruptas. Até isso Zé Dirceu tinha,

Duas irmãs gêmeas ligadas ao PT e aos negócios do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – preso nesta segunda-feira, 3, na 17ª fase da Operação Lava Jato – são investigadas como elo da propina paga pelo lobista Milton Pascowitch e podem levar as investigações à campanha presidencial de 2010 – quando a presidente Dilma Roussef foi eleita sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva.

Marta Coerin foi um dos alvos da Operação Pixuleco. Ela trabalha atualmente no PT, segundo registro oficial, e foi funcionária da JD Assessoria e Consultoria – do ex-ministro. Policiais federais levaram a investigada coercitivamente, nesta segunda-feira, para prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal, em São Paulo.

Relatório da PF anexado aos pedidos de prisão de Dirceu e de condução de coercitiva de Marta mostram que sua irmã Marcia Coerin, que também teve vínculos empregatícios com o PT e coma JD Assessoria trabalhou na equipe que cuidava da agenda de campanha de Dilma, em 2010. O nome das irmãs foi citado pela primeira vez nos autos da Lava Jato nas delações de Milton Pascowitch.

Segundo ele, a empresa Consist Software repassou por seu intermédio “subrepticiamente, valores para o Partido dos Trabalhadores através de João Vaccari Neto”. Foram R$ 15 milhões, por meio de contratos de consultoria simulados entre a Jamp Engenheiros Associados, que pertencia a ele, para pagamentos de propina. “Os repasses, de cerca de R$ 12 milhões, teriam sido feitos em espécie. Parte dos valores teria sido recebida por emissária de nome Marta Coerin”, informa o Ministério Público Federal.
 
“Marta foi indicada como pessoa emissária de (Renato) Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobrás) responsável por recolher dinheiro em espécie com Milton”, informou a PF. “Pesa sobre ela o fato de estar envolvida também com a prática de artifícios para iludir as autoridades públicas em relação a pagamentos de propina.”

“Em uma ocasião (Pascowitch) recebeu uma portadora no Rio de Janeiro, enviada por João Vaccari, de nome Marta, que foi até a residência do declarante no Rio de Janeiro e lá recebeu R$ 300 mil”, registra o MPF.

“Marta tem como particularidade ser irmã gêmea de uma outra pessoa conhecida do declarante, uma vez que trabalhava na JD Consultoria, empresa de José Dirceu, como auxiliar administrativa.”

Assessora de agenda. Sua irmã gêmea Maria Coerin, que atuou na campanha de Dilma em 2010, foi beneficiária de 41 transferências bancárias realizadas pela JD Assessoria, no período de 20 de julho de 2011 a 7 de fevereiro de 2013, totalizando R$ 163.874,11. Ela trabalhou na JD neste período. Antes disso, entre 19 de julho de 2006 e 30 de junho de 2011 foi funcionária do PT.


Recordar é viver.

Às vésperas da campanha de 2010, Dilma adotou Nego, o cachorro do Zé Dirceu.Nunca mais se ouviu falar dele. Hoje a ordem é blindar Dilma contra José Dirceu. Nego e Zé Dirceu fazem parte do passado, do mundo petista do eu não sabia.

Dirceu arrasta PT de vez para a lama.

(Estadão)O governo avalia que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acirra mais os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff e aumenta o clima de beligerância no País num momento crucial, em que ela precisa de apoio para enfrentar a pressão dos que querem o impeachment. Auxiliares de Dilma temem que a investigação atinja o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo sem provas concretas.

O assunto foi tratado em conversas reservadas entre ministros, ontem, antes da reunião de coordenação política. A ordem no Planalto é proteger Dilma do novo escândalo, que tem potencial para dar munição aos protestos marcados para o dia 16, em todo o País, contra o governo e a corrupção.

A prisão de Dirceu na 17.ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco, também provocou preocupação na cúpula do PT. Dirigentes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, de Lula e Dirceu, discutiram os desdobramentos da crise ontem, em Brasília, e hoje haverá reunião da Executiva Nacional. Petistas receberam informações de que integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público estariam dizendo aos presos: “Se você entregar o Lula, sairá rapidinho.”

Um ano depois de participar ativamente da fundação do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu assume o cargo de secretário de Formação Política da legenda, posto que ocupa até 1983. No partido ainda comanda a Secretaria-Geral do Diretório Regional de São Paulo (1983-1987) e a Secretaria-Geral do Diretório Nacional (1987-1993).

Um ano depois de participar ativamente da fundação do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu assume o cargo de secretário de Formação Política da legenda, posto que ocupa até 1983. No partido ainda comanda a Secretaria-Geral do Diretório Regional de São Paulo (1983-1987) e a Secretaria-Geral do Diretório Nacional (1987-1993).

Dirceu candidata-se ao governo do Estado de São Paulo - termina em terceiro lugar - depois de ser eleito deputado estadual (1986) e deputado federal (1990). Ele voltaria a ser eleito para a Câmara dos Deputados em 1998 e 2002.

 Assume a presidência nacional do PT, cargo para o qual é reeleito por três vezes. Na última delas, em 2001, Dirceu é escolhido diretamente pelos filiados da legenda em um processo inédito de eleições diretas para todos os postos de comando de um partido político.

Um dos responsáveis pelo pragmatismo político que levou à vitória de Lula na campanha à Presidência em 2002, Dirceu deixa o comando do PT e se torna coordenador político da equipe de transição. “Dirceu é dono do espaço que quiser ocupar”, dizia Lula na época.

O “homem forte do governo” licencia-se da Câmara dos Deputados para assumir a função de ministro-chefe da Casa Civil. No cargo, tenta fechar um acordo entre o governo e o PMDB sem sucesso. O Planalto, então, reorienta a formação da maioria no Congresso a partir de acordos com partidos mais fisiológicos

Denúncia de propina derruba Waldomiro Diniz, subchefe de Assuntos Parlamentares, homem de confiança de Dirceu. O assessor foi exonerado após suspeita de ter recebido propina de bicheiros para a campanha do PT, em 2002. Foi o primeiro caso de corrupção envolvendo um integrante da gestão.

Dirceu deixa a Casa Civil após o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciar o pagamento no governo Lula de “mesada” por parte do PT a parlamentares em troca de apoio. Ele retorna à Câmara, mas no fim do ano tem o mandato cassado. Um ano depois, Dirceu é denunciado pelo Ministério Público, que o aponta como “chefe de quadrilha”.

Um ano depois de ser condenado pelo Supremo pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, cuja pena é de 10 anos e 10 meses de detenção, Dirceu é preso em São Paulo. Ele começa a cumprir parte da pena no regime semiaberto, já que para o crime de quadrilha ainda resta um recurso pendente. Três meses depois, o Supremo o absolve pelo crime de quadrilha, e Dirceu consegue permanecer no semiaberto.

Supremo autoriza progressão de regime e Dirceu é liberado para cumprir em casa o restante da pena imposta por corrupção no mensalão. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, Dirceu teve 142 dias da pena original descontados, por ter trabalhado enquanto esteve no regime semiaberto.

Surgem as primeiras denúncias sobre a ligação da consultoria de Dirceu, a JD Assessoria, com as empresas envolvidas na Lava Jato. A suspeita era que a consultoria prestava serviço semelhante ao de Youseff: elas emitiam notas fiscais para as maiores empreiteiras do País por assessorias e outros serviços fictícios.

A justiça apura o recebimento de R$ 29 milhões entre 2006 e 2013 da JD. Desse montante, R$ 8 milhões de empreiteiras acusadas operação por pagarem propinas dos contratos com a Petrobrás. Os documentos foram pedidos para a investigação.

Milton Pascowitch, da Jamp Engenheiros Associados, detalha em delação premiada o envolvimento com JD de Dirceu. Ele falou muito sobre Dirceu, passou muitos detalhes, situações. Em troca, conquistou pouco tempo depois um primeiro benefício, a prisão domiciliar. Dirceu, por sua assessoria, negou taxativamente irregularidades no negócio.

Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, apresentou à Procuradoria-Geral da República um documento que descrevia três pagamentos, no total de R$ 3,2 milhões, à JD Assessoria e Consultoria. O documento também citava Aloizio Mercadante e Edinho Silva (PT).

Durante o interrogatório, o lobista Julio Camargo afirmou que o ex-ministro teria recebido propina de R$ 4 milhões do diretor da Petrobrás Pedro Barusco, fato também negado pela defesa. Pedro Barusco depõe e reforça o envolvimento do ex-ministro da Casa Civíl. 'O nome dele (Dirceu) aparecia nas conversas. Agora, se ele efetivamente recebeu, não era papel meu. Eu cuidava da parte da Casa e já era difícil. Eu não me envolvia com esse negócio do partido' 

Acuado pela Lava Jato, José Dirceu pede habeas preventivo. O pedido foi negado duas vezes pelo TRF da 4ª Região, e depois, pela 3ª vez, em caráter definitivo. Condenado no mensalão, ex-ministro está sob investigação por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa JD assessoria, já desativada; irmão e ex-assessor também foram presos.

Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, a investigação revela que o ex-ministro teve papel crucial na instalação do modelo que abriu caminho para o cartel de empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários na estatal mediante pagamento de propinas para políticos e ex-diretores da Petrobrás.

A nova fase da Lava Jato foi batizada de Operação ‘Pixuleco’. O termo era usado pelo tesoureiro do PT João Vaccari Neto para tratar do dinheiro, segundo afirmou o empreiteiro Ricardo Pessoa, em sua delação premiada

Em nota, o presidente do PT, Rui Falcão, refutou as acusações de que o partido teria realizado operações financeiras ilegais ou participado do esquema de corrupção na Petrobrás, conforme relato no acordo de delação premiada feito pelo lobista Milton Pascowitch. A nota não cita Dirceu. Pascowitch acusou o ex-ministro de comandar o desvio de recursos na estatal e disse ter entregue R$ 10,5 milhões na sede do PT, em São Paulo.

Berlinda. A investigação da PF joga novamente os holofotes sobre o PT, dez anos depois do escândalo do mensalão. Agora, o receio do Planalto e do partido é de que novas delações compliquem mais o cenário político. Dirceu foi homem forte do PT e do governo Lula e ainda tem influência sobre a legenda. “A Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro não deixam a gente entrar na agenda positiva”, disse um ministro ao Estado.

Na semana passada, o governo achava que o reinício dos trabalhos do Congresso seria difícil, principalmente por causa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que rompeu com Dilma e tem o nome envolvido na Lava Jato. Assessores da presidente acreditavam, porém, que a denúncia contra Cunha – acusado pelo lobista Júlio Camargo de cobrar propina de US$ 5 milhões – poderia desviar o foco da pressão sobre Dilma.

Agora, o diagnóstico é de que tudo vai piorar. Amigos de Dirceu disseram ao Estado que ele esperava a prisão e, por isso, está “tranquilo”. Apesar de magoado com Dilma e com Lula, sob alegação de que não o teriam defendido, o ex-ministro não pretende apontar o dedo para ninguém.

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse que o esforço do governo é evitar que os problemas na política contaminem a economia. “A gente dorme e acorda com uma notícia dessas. Do ponto de vista do ambiente de negócios, essa é a preocupação, porque precisamos ter estabilidade. As investigações seguem e o País também segue, com suas empresas e a economia funcionando.”

Irritado com acusações da oposição, que tentaram associar Dirceu a Lula e Dilma, o senador Jorge Viana (PT-AC) partiu para o ataque. “A oposição está num papel muito apequenado e não aguenta nem meia Lava Jato”, reagiu. “Por que se apura a ação de algumas figuras e de alguns partidos e não se apura de outros? É um jogo de cartas marcadas?”

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PT abandona José Dirceu oficialmente.

O Partido dos Trabalhadores refutou, por meio de seu presidente, Rui Falcão, em nota oficial, as acusações de que teria recebido R$ 10 milhões em espécie, como declarou o lobista Milton Pascowitch, delator da Operação Lava Jato. As revelações de Pascowitch, que cumpre prisão domiciliar, provocaram a Operação Pixuleco, 17.º capítulo da Lava Jato, cujo alvo maior é o ex-ministro-chefe da Casa Civil (Governo Lula), José Dirceu.

Segundo Pascowitch, de um total de R$ 14 milhões em propinas do esquema Petrobrás, R$ 10 milhões foram pagos na sede do PT em São Paulo. Rui Falcão, presidente nacional do PT, reagiu enfaticamente às suspeitas contra seu partido. Ele disse, na nota oficial, que o PT não realizou ‘operações financeiras ilegais’. O partido do governo também rejeita a suspeita de que teria participado de esquema de corrupção.

“Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, destaca Rui Falcão.

LEIA A NOTA OFICIAL DO PT NO DIA DA PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU PELA OPERAÇÃO PIXULECO

“O Partido dos Trabalhadores refuta as acusações de que teria realizado operações financeiras ilegais ou participado de qualquer esquema de corrupção. Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”

Rui Falcão, presidente nacional do PT”

Que diferença entre José Dirceu e Marcola?

Ambos continuaram comandando o crime depois de condenados e presos. Simples assim. Pobre Marcola, em prisão de segurança máxima. Já Dirceu numa mansão no Lago Sul. Pobre Marcola, um negocinho de pó e maconha. Já Dirceu um pixuleco de no mínimo R$ 40 milhões. Até quando?

Tucanos querem investigar Lula e Dilma.

(Estadão) Após a prisão do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, na manhã desta segunda-feira, 03, senadores do PSDB defendem que as investigações priorizem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. "O mesmo fundamento que embasou a condenação de Dirceu no mensalão, a teoria do domínio do fato, deveria conduzir a investigação de Lula e Dilma", disse o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). 

Alvaro Dias (PSDB-PR) também afirma acreditar que os desdobramentos da Operação Lava Jato podem alcançar a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, a prisão do ex-ministro José Dirceu na manhã desta segunda-feira faz a investigação chegar à cúpula do governo.

"Quando se chega a esse estágio de investigação, o que se pressupõe é que algo mais virá", indicou, destacando que Dirceu era o homem forte do governo Lula. "Ele esteve sempre no epicentro das ações políticas do PT e do governo desde o primeiro momento, quando o Lula o colocava como uma espécie do primeiro-ministro. Das lideranças petistas, é a de maior influência."

O senador elogiou a atuação do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça, ao afirmar que a Lava Jato está destruindo o conceito de que a atuação da Justiça atinge só os fracos. Para Dias, a prisão do ex-ministro fragiliza o governo. "A responsabilidade maior cabe aos governantes. Nesse caso, há uma relação direta do Dirceu com o Lula", afirmou. "O importante é a investigação chegar aos artífices principais, e não aos coadjuvantes".

 Nesta manhã, responsáveis pela operação afirmaram que Dirceu, além de beneficiário da corrupção na Petrobras, foi agente da instituição do esquema na estatal quando era ministro da Casa Civil, passando pelo mensalão e pelo período em que ficou na prisão. "Quando essa informação vem da área responsável pela investigação, há sinalização de seriedade e da gravidade do caso", avaliou o Dias. Segundo Nunes, a prisão do ex-ministro é um "duríssimo golpe" no PT, já que ele teve forte contribuição para que o partido conquistasse o poder.

Dia 6, super panelaço comemorativo ao fim do PT.

Às 20h20min do próximo dia 6, prepare sua panela e sua goela para o programa do PT na TV. É hora de gritar "Tchau Zé Dirceu, o PT morreu", " PT ladrão, devolve o Petrolão" ou "Lula trapaceiro, devolve o meu dinheiro". Precisamos de um panelaço histórico. Definitivo.

Petrolão foi criado antes do Mensalão por José Dirceu na Casa Civil.

Em coletiva, agora, Procuradores e PF afirmam que esquema de roubalheira na Petrobras é anterior ao Mensalão e foi criado por José Dirceu ainda dentro da Casa Civil. Subordinado a Lula. Nome de Lula passa a ser falado com naturalidade, o que pode indicar sua prisão nas próximas horas. Procurador avisa que não se descarta investigação sobre ninguém. Nem de Lula.

Queda do PIB aponta para menos 1,80% e a pior recessão em 30 anos.

Não esquecer que há uma semana atrás Dilma declarou que o PT roubou 1% do PIB com a Lava Jato.

(Folha) Economistas e instituições financeiras ampliaram novamente a queda prevista para o PIB em 2015, que foi para 1,80%, quando considerado o centro das previsões (mediana). Há uma semana, esperava-se queda de 1,76%, segundo dados do boletim Focus do Banco Central. 

Para 2016, é esperada recuperação de 0,20%, a mesma expectativa da semana passada.Com a alta recente do dólar, que fechou julho cotado a R$ 3,42, as estimativas dos economistas também foram ajustadas para cima. Espera-se que a taxa de câmbio feche o ano em R$ 3,35. Há uma semana, a previsão era de R$ 3,25.Para 2016, espera-se uma taxa de câmbio em R$ 3,39. Há uma semana, esperava-se uma taxa em R$ 3,40.

IPCA E SELIC
A expectativa para inflação foi novamente ajustada para cima, e deve ficar em 9,25% —há uma semana, esperava-se inflação em 9,23%, acima do teto da meta do governo, de 6,50%.Para 2016, foi mantida a previsão de uma inflação em 5,40%, acima do centro da meta, de 4,50%. A taxa Selic deve ser mantida até o fim de 2015 nos atuais 14,25% ao ano, segundo as previsões. Para 2016, espera-se uma Selic em 12%.

Decadência! Operação que prende Zé Dirceu se chama Pixuleco.

(Estadão) A 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 3, que tem como alvo principal o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, foi batizada de Operação Pixuleco. O nome é uma referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para falar sobre o dinheiro cobrado de empreiteiras do cartel que atuava na Petrobrás. 

São cumpridos desde as 6h três mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva. As ordens são do do juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, em Curitiba, para onde serão levados os presos. 

A força-tarefa da Lava Jato aponta que a JD Assessoria e Consultoria cumpria a mesma função das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo central da investigação sobre desvios, fraudes e corrupção na Petrobrás. Elas emitiam notas fiscais para as maiores empreiteiras do País por assessorias e outros serviços fictícios. A JD também soltou notas fiscais por serviços que não teriam sido realizados, segundo suspeitam os investigadores.

José Dirceu preso pelo juiz Moro.


(Estadão) O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil do governo Lula) foi preso pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira, 3, em Brasília.  Dirceu é alvo de prisão preventiva decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato.Foram presos também seu irmão, Luiz Eduardo Oliveira e Silva, que era sócio na empresa de consultoria e seu ex-assessor Roberto Marques, conhecido como Bob. 
 
O ex- ministro está sob investigação por suposto recebimento de propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, já desativada. Dirceu será transferido ainda hoje para Curitiba, sede da Lava Jato. Dirceu cumpria prisão domiciliar por sua condenação no processo do mensalão. 

A Polícia Federal incluiu a JD Assessoria e Consultoria em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco – construção iniciada em 2007, que deveria custar R$ 4 bilhões e consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobrás.

O documento é o primeiro de uma série de perícias técnicas da Polícia Federal que apontam um percentual de desvios na Petrobrás de até 20% do valor de contratos. Esse número é superior aos 3% apontados até aqui nas investigações da Operação Lava Jato, que incluía apenas a propina dos agentes públicos e políticos.

Foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria; Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos”, registra o laudo 1342/2015 presente nos autos da Lava Jato.

Ao firmar acordo de delação premiada, o lobista Milton Pascowitch detalhou suas ligações com Dirceu. Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, as revelações de Pascowitch foram importantes para definir as próximas linhas da investigação sobre o ex-ministro. Em troca da delação, o lobista deixou a Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da Lava Jato, após 39 dias preso. Após as afirmações de Pascowitch, a defesa de Dirceu ingressou com habeas corpus pare evitar uma nova prisão. Os recursos, no entanto, foram negados.

PT afunda o Brasil.


Coluna de Aécio Neves, presidente do PSDB, na Folha de São Paulo, hoje, intitulada "Ascenção e queda":

Em 2008, quando o Brasil recebeu da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) o grau de investimento, o então presidente Lula e todo o seu governo comemoraram.Era o reconhecimento de que somos "um país sério, que tem políticas sérias, que cuida de suas finanças com seriedade", disse Lula. Semana passada, a mesma instituição alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil para negativa. 

Em bom português, corremos o risco de perder o selo de bom pagador conferido pelo grau de investimento. Isso não é pouco. Goste-se ou não dessas agências, elas influenciam o mundo dos negócios e o mundo da economia. 

O rebaixamento do Brasil tende a provocar um movimento perturbador em cadeia. Empresas (e até estados e municípios) também são impactados. Outras agências de classificação podem seguir o procedimento e, se duas cortam a nota, vários fundos estrangeiros tendem a retirar os recursos do país. 

Resultado: alta do dólar, juros mais altos, empresas retraídas, aumento do desemprego. É um cenário de muitas perdas.O selo de bom pagador não foi uma benesse gratuita. O Brasil fez com rigor o seu dever de casa, desde a implantação do real. Contas públicas sob controle, transparência, Lei de Responsabilidade Fiscal, foram muitos os degraus que subimos, gradualmente, até vir a merecer a confiança de investidores e o respeito da comunidade internacional. O governo petista vem se encarregando de destruir esse legado. 

A má gestão da política econômica e a corrupção voraz como pilar de um projeto de poder foram letais para a saúde do país. O resultado é essa conta salgada nas costas da sociedade: recessão, inflação beirando os dois dígitos, inadimplência elevada, conquistas sociais em risco. 

São muitos os sonhos que se perdem quando um governo erra tanto. A compra do apartamento, a escola melhor para o filho, o novo plano de saúde, a troca do carro, tudo se esvai. 

E o que faz o governo? Nada à altura do problema que ele mesmo criou. Aliás, o governo sequer assume que errou. Não vem a público falar da gravidade da situação e do que pretende fazer. Ao contrário, continua a vender quimeras. 

A presidente anuncia que a crise será breve no mesmo dia em que o governo apresenta um rombo inédito em suas contas públicas. No mesmo dia em que se anunciam mais cortes em áreas essenciais como educação e saúde. 

Salta aos olhos o desajuste entre o discurso oficial e a realidade. Assim, realmente, não há como reconquistar a confiança de ninguém. Nem de agências internacionais, nem, principalmente, dos brasileiros. Em sete anos, o que o Brasil mais perdeu foi credibilidade, em grande parte porque ainda hoje o governo nos tem privado da verdade