quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Acaba de virar!

O tracking da campanha do PSDB acaba de dar, pela primeira vez, Aécio Neves à frente de Marina Silva. Aécio tem 24% e Marina tem 23%. Neste momento, o tucano enfrenta Dilma no segundo turno, na segunda eleição. Vale lembrar que este tipo de pesquisa tem margem de erro maior. Tem que abrir mais. Vamos trabalhar, porque o PT nunca esteve tão perto de ser varrido para o fundo de uma penitenciária de segurança máxima.

Mais um passo rumo à destruição do país pelo PT: Dilma abre rombo de R$ 61 bi no setor elétrico. Consumidor vai pagar!

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, terá que apresentar ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma justificativa pelos problemas no sistema de energia elétrica no país durante sua gestão, causados principalmente pela MP (Medida Provisória) 579, que reduziu os preços das tarifas.A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º), após o plenário do tribunal aprovar uma auditoria do sistema elétrico brasileiro que apontou que a medida do governo para reduzir as contas de energia, tomada em 2012, foi feita de forma "precipitada" e com "equívocos e fragilidades". 

De acordo com o relatório, a falta de chuvas não explica sozinha a crise atual do sistema. O documento ainda aponta que todo o ganho com a redução média de 20% das contas dos consumidores em 2012 será perdido até o próximo ano. "São evidentes as falhas de governança [na implementação da MP] (....) as tarifas residenciais e industriais, ao final do período [2014/2015], atingirão valores superiores aos vigentes em 2012", diz o relatório do ministro do TCU José Jorge, que indica que a conta devida pelos consumidores já chega a R$ 61 bilhões nos últimos três anos."Fica evidente que houve falta de planejamento adequado na implementação dessa MP", afirmou o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes. 

LOBÃO
O ministro Lobão terá que se explicar sobre o adiamento, em 2012, do leilão de venda de energia elétrica para as distribuidoras dentro do chamado mercado cativo. A decisão, na época, tentava forçar as empresas produtoras de energia a aderir à renovação dos seus contratos de concessão a um preço de venda mais baixo que o praticado. 

As empresas controladas pelo governo aderiram, mas as estatais controladas por governos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná consideraram a oferta ruim e não renovaram seus contratos. Em 2012, as produtoras de energia poderiam vender o produto a preços baixos no chamado mercado cativo (cerca de R$ 90), já que o preço da energia num outro mercado em que elas podem comercializar (o chamado mercado livre) estava baixo. 

O leilão acabou sendo realizado apenas em março de 2013. Como nessa época os preços no mercado livre já tinham subido muito, as empresas de produção de energia decidiram não vender nada para o mercado cativo. Assim, as empresas distribuidoras foram obrigadas a comprar a mesma energia que comprariam no mercado cativo a cerca de R$ 90 pelo preço do mercado livre (cerca de R$ 800 no período). 

RESPONSABILIZAÇÃO
Caso o TCU entenda que a decisão de Lobão de adiar o leilão causou prejuízos ao governo e aos consumidores, o ministro de Minas e Energia poderá ser responsabilizado pelo ato com multa pessoal, o que poderá torná-lo inelegível. Lobão é senador eleito (PMDB-MA). Segundo o TCU, como as distribuidoras não conseguiram comprar energia barata em 2012, os preços aos consumidores começaram a subir fortemente. 

O governo ainda tentou reduzir esse impacto aos usuários dando empréstimos a distribuidoras para que a conta não fosse passada imediatamente aos usuários. Mas, de acordo com o relator, José Jorge, os empréstimos vão fazer com que a conta seja ainda maior, já que dos R$ 18 bilhões emprestados, será necessário pagar R$ 9 bilhões de juros que também serão repassados ao consumidor. 

O relatório do ministro do TCU José Jorge, que em 2002 era ministro de Minas e Energia, aponta que os problemas na MP beneficiaram as empresas produtoras de energia que não aderiram às renovações de contrato que o governo. Para José Jorge, as empresas que não aderiram –entre elas estão as estatais Cesp (SP), Cemig (MG), Copel (PR)– ganharam R$ 5,2 bilhões no mercado de curto prazo até o início deste ano. Essas companhias estaduais são controladas por governos do PSDB.(Folha de São Paulo)

Aécio entra na Justiça contra ministro das Comunicações e dirigentes dos Correios pelo crime nas eleições em Minas.

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quarta-feira, 1, que o PT quer vencer as eleições "no grito" e responsabilizou o partido pela "ação perversa" nos Correios durante a campanha eleitoral. Aécio disse que vai entrar com uma ação criminal na Justiça contra o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, e os superintendentes da estatal.

Nessa quarta, o Estado revelou um vídeo em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirma que a presidente Dilma Rousseff só chegou aos "40%" das intenções de voto em Minas Gerais porque "tem dedo forte dos petistas nos Correios". A fala do parlamentar foi feita durante uma reunião da qual participou com dirigentes dos Correios e o presidente da empresa.

"Nós queremos a criminalização de todos os responsáveis por essa ação perversa de um partido que não respeita a democracia, não respeita os adversários, um partido que quer vencer no grito. Mas não vão vencer no grito", disse Aécio, antes de caminhas pela praça central da cidade de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo. "Estamos entrando criminalmente na Justiça responsabilizando criminalmente desde o ministro responsável pela área, como o presidente dos Correios e os superintendentes que participaram desse crime". 

Segundo o tucano, a campanha do PSDB em Minas foi prejudicada pelos Correios, que teria boicotado o envio dos materiais de campanha pelo Estado. "Os Correios de Minas Gerais não cumpriram com sua responsabilidade, cometeram um crime e não enviaram as correspondências da nossa campanha, seja do nosso candidato Pimenta da Veiga, seja da nossa candidatura presidencial", afirmou. "Centenas de pessoas já se manifestaram que não receberam mossas correspondências de campanha.(Estadão)

Petista confessa como o PT está roubando as eleições usando os Correios.

Este é um escândalo sem precedentes, já denunciado aqui no Blog. Agora com vídeo. A roubalheira que o PT implantou no país não tem mais limites. Esta raça tem que ser varrida para o fundo de uma penitenciária. É muita bandidagem reunida.

Segundo o STF, o PT montou organização criminosa dentro da Petrobras. E a maior autoridade era Dilma Rousseff.

Dilma toda-poderosa presidindo o Conselho de Administração da Petrobras.
 
Dilma Rousseff foi a autoridade máxima da Petrobras de 2003 a 2009. Mandava em tudo. Era a última palavra. A primeira ser ouvida. Era presidente do Conselho de Administração. A matéria abaixo é do Valor Econômico.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki reconheceu o envolvimento de "várias autoridades detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive parlamentares" e de pessoas físicas e jurídicas em seu despacho de homologação da delação premiada de Paulo Roberto Costa, cujas 26 cláusulas agora chanceladas pelo relator da operação Lava-Jato na Suprema Corte, reconhecem a ocorrência de "vantagens econômicas ilícitas oriundas dos cofres públicos, distribuídas entre diversos agentes públicos e particulares".

Segundo Zavascki, com a investigação "foi possível identificar um conjunto de pessoas físicas e jurídicas envolvidas em operações ilícitas, entre as quais as utilizadas inclusive para lavar dinheiro oriundo de crimes antecedentes praticados em detrimento da Petrobras S.A", destacou o relator da matéria no STF.

Segundo o termo que totaliza 16 páginas, "essas apurações estão relacionadas à atividade do réu Paulo Roberto Costa que, enquanto diretor de Abastecimento da Petrobras e mesmo após, atuou como líder de organização criminosa voltada ao cometimento de fraudes em contratações e desvio de recursos em diversos âmbitos e formas, totalizando dezenas de milhões de reais, tendo sido a vantagem distribuída entre diversos agentes, públicos e privados, em grande parte ainda não identificados", ressalta a autorização para a colaboração premiada, assinada por quatro integrantes da força-tarefa de procuradores da República, por Costa e por sua defensora, Beatriz Catta Preta.

O documento de 26 páginas é resultado de 15 dias ininterruptos de depoimentos do ex-executivo, que totalizam mais de 180 horas de declarações feitas por Costa na sede da Polícia Federal de Curitiba, na presença de delegados, de um procurador da República e de sua advogada.

De acordo com o estabelecido na delação, a abrangência da Lava-Jato deverá ter caráter de investigação nacional: "(...) a necessidade de conferir efetividade à persecução criminal de outros criminosos e ampliar e aprofundar, em todo o país, as investigações em torno de crimes contra a administração pública, contra o sistema financeiro nacional, crimes de lavagem de dinheiro e crimes praticados por organizações criminosas, inclusive no que diz respeito à repercussão desses ilícitos penais na esfera cível, tributária, administrativa, disciplinar e de responsabilidade", considera.

"Agora começa uma nova etapa da investigação, ampliada, que, com base nas informações de Costa, aprofundará muito mais o assunto", disse ao Valor PRO a advogada Beatriz Catta Preta, responsável pela negociação dos termos da delação de Costa. "Foram duas reuniões com os investigadores para definirmos que haveria a colaboração do meu cliente", contou.

Segundo Beatriz, um dos requisitos dos quais os responsáveis pela Lava-Jato não abrem mão é sobre a absoluta confidencialidade do teor de tudo o que foi pormenorizado por Costa: "Confesso a você que é a primeira delação de que participo e saio de mãos vazias", admite a defensora. "Não tenho cópia, pode acreditar", assegura.

O Valor PRO apurou que os mencionados como praticantes de crimes no esquema Costa/Petrobras/Youssef só terão ciência do conteúdo da delação depois de oficialmente citados como investigados: "Não poderia ser diferente. Dar ciência ao suspeito de que ele é investigado obstruiria a investigação. Isso me parece óbvio", esclarece um investigador diretamente envolvido na Lava-Jato.

Em uma das cláusulas fica expresso que Costa usará a tornozeleira eletrônica até o trânsito em julgado dos processos a que responde. "A avaliação da produtividade do acordo, para fins de fixação do tempo de regime semiaberto a cumprir, entre zero e dois anos, será feita pelo juízo com base em relatórios a serem apresentados pelo Ministério Público e pela defesa e deverá tomar em consideração fatores tais (...) como valores recuperados no Brasil e no exterior". Os parentes do ex-diretor da Petrobras também receberão proposta para delatar o que souberem.

Levar Aécio para o segundo turno, vencer o PT e botar esta quadrilha na cadeia!

Hoje explodiu mais um escândalo de corrupção organizado e gerido pelo PT. Nos fundos de pensão. Em conexão com o mesmo doleiro Youssef que roubou a Petrobras debaixo das barbas de Dilma Rousseff, pelas mãos de Paulo Roberto Costa, o diretor preso que dava autógrafos carinhosos e íntimos nas costas presidenciais em eventos da estatal. Envolve os Correios que, ontem, foram denunciados por usar a máquina pública para eleger Pimentel e Dilma Rousseff em Minas. É questão de honra levar Aécio ao segundo turno. Vencer as eleições. E limpar o país desta raça podre e nojenta, desde bando de ladrões e corruptos que se esconde por trás de um partido político. A reportagem abaixo é de O Globo.

A Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que revelou a relação entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, começa a esbarrar em possíveis ramificações nos fundos de pensão de funcionários das estatais. Controladas por dirigentes indicados por partidos da base do governo, essas entidades acumulam prejuízos em operações financeiras complexas e parecem obedecer a uma coordenação externa para fazer os mesmos investimentos controversos.

A PF abriu uma nova frente de investigação para apurar se investimentos feitos por fundos de pensão em empresas ligadas a Youssef foram influenciados pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O GLOBO revelou que o advogado Carlos Alberto Pereira Costa, um dos principais auxiliares de Youssef, disse em depoimento que Vaccari frequentou uma empresa em São Paulo, entre 2005 e 2006, para tratar de negócios com fundos de pensão com um operador do doleiro.

Domingo, o jornal “Folha de S.Paulo” revelou que a PF encontrou e-mails em computadores de pessoas ligadas a Yousseff atribuindo à influência de Vaccari a aplicação, em 2012, de R$ 73 milhões das fundações Petros e Postalis, dos funcionários da Petrobras e dos Correios, na empresa Trendbank, que administra fundos de investimentos, causando prejuízos às fundações. Vaccari nega participação. Em maio, O GLOBO já havia mostrado que Postalis teve prejuízo ao aplicar R$ 40 milhões num fundo no Banco BNY Mellon por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da fundação por operadores de Youssef, em 2012.

A complexidade e o grande número de operações, muitas delas feitas de forma indireta por meio de fundos que fazem outros investimentos, dificultam a identificação dos prejuízos dessas fundações, que administram as contribuições de funcionários das estatais e pagam os benefícios complementares aos aposentados dessas empresas. Os negócios suspeitos já revelados mostram que os interessados em lesar os fundos usam como estratégia a capilaridade e a divisão dos riscos entre vários fundos. 

Um caso emblemático é a quebra do Banco BVA, em 2013, cuja falência foi formalmente pedida no início deste mês. Apuração do Banco Central apontou indícios de conluio entre dirigentes do BVA e da Petros na formulação de operações fraudulentas. No entanto, mais de 70 fundos de pensão de funcionários de estatais, estados e prefeituras perderam dinheiro no BVA comprando principalmente títulos lastreados em empréstimos dados pelo BVA a empresas com poucas condições de pagamento. Compraram juntos R$ 2,7 bilhões diretamente ou por fundos de investimento ligados ao BVA.

PREJUÍZOS COM DEBÊNTURES DO GALILEO
Nesse tipo de papel, se o credor não paga numa ponta, o investidor (no caso o fundo de pensão) perde na outra. Petros e Postalis estão entre os que mais perderam dinheiro no BVA. Os dois fundos são protagonistas de outro fracasso: compraram R$ 100 milhões em debêntures do Grupo Galileo, mantenedor da Universidade Gama Filho, que fechou as portas insolvente no ano passado. A Petros comprou 25% dos papéis e o Postalis ficou com os outros 75%, contra a regulação que limita aos fundos a aquisição de até 25% de emissões de títulos.

Postalis e Petros têm muito mais em comum do que péssimas aplicações. O atual presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, foi executivo da Petros entre 2003 e 2009, quando o fundo de pensão era dirigido por Wagner Pinheiro, atual presidente dos Correios, que o indicou para o Postalis. O fundo de pensão dos Correios é dividido entre o PT, que indicou o presidente, e o PMDB, que indicou os outros diretores, inclusive o financeiro. A Petros segue sob domínio exclusivo do PT, embora as diretorias sejam divididas por dois grupos: o dos ex-sindicalistas bancários e o dos petroleiros, todos oriundos da CUT, braço sindical do PT.

NO POSTALIS, ROMBOM DE R$ 1 BILHÃO
Com um patrimônio de R$ 6,8 bilhões, bem menor que o da Petros (R$ 60 bilhões), o Postalis tem sofrido mais com a má gestão. Os prejudicados são os 140 mil participantes, o maior contingente entre as fundações de estatais. Em 2012, o Postalis passou a cobrar contribuição adicional dos participantes e pensionistas para cobrir um rombo de R$ 1 bilhão, cuja metade foi assumida pelos Correios. Agora, segundo funcionários, novo déficit atuarial chega a R$ 2,2 bilhões.

A Previc, órgão do Ministério da Previdência que fiscaliza as fundações, é considerada lenta nas investigações, que não são transparentes e geralmente terminam em punição leve. Em agosto, a Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap) e outras entidades pediram à Previc uma intervenção no Postalis. — A diretoria da Previc nos informou que a reposta só virá no fim de outubro ou em novembro — afirmou Maria Inês Capelli, presidente da Adcap. A Previc se recusou a informar que medidas toma sobre o Postalis, alegando, em nota, que “não trata publicamente de situações específicas, em face da necessária preservação de fatos e dados envolvidos em possíveis processos administrativos.”

Em nota, o Postalis informou que reestruturou sua carteira de investimentos da fundação, privilegiando títulos públicos, e negou influência de Youssef. A fundação considera natural que vários fundos de pensão participem de um mesmo investimento, já que são grandes investidores no mercado. O mesmo argumento foi usado pela Petros, que também negou influência política e disse que as avaliações de investimento são estritamente técnicas. A Petros diz não ter investido diretamente no BVA e diz ter recuperado 90% do que investiu em operações estruturadas pelo banco, mas não informou o valor.

Pela primeira vez, pesquisas mostram que chances de Aécio vencer Dilma são maiores do que Marina.

 
Acabou a lenda plantada pela mídia e por petistas enrustidos de que Marina Silva é que teria chances de vencer Dilma Rousseff no segundo turno. As pesquisas divulgadas ontem mostram que os dois têm chances estatísticas iguais, o que os separa da atual presidente, dona da máquina, da caneta e de quase 50% do tempo da TV, são míseros 10 pontos. Ou cinco. Nunca estas chances foram iguais, na realidade. As de Aécio sempre foram maiores, por um motivo muito simples: mais alianças, mais apoios, mais governos estaduais, mais política, mais o que mostrar. É o que está levando Aécio a embolar a eleição na última semana, com grande probabilidade de ir para o segundo turno. Além disso, Marina não resistiu aos ataques do PT, que foram até mesmo infantis. Não soube reagir. Faltou a ela um passado que não fosse petista. Faltou a ela uma biografia, já que a sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente não deixou nada de concreto para o eleitorado. Faltou a ela o que sempre falamos aqui: estrutura física e psicológica para encarar uma campanha dura. Marina Silva mostrou apenas fraquezas. O discurso não parou em pé. Passada a comoção da morte de Campos, passado o luto, não sobrou nada. Até a voz a candidata perdeu. É hora da arrancada final porque, se for para o segundo turno, Aécio Neves vai vencer a eleição. Mas isto será assunto para a próxima segunda-feira, para o bem do Brasil.

Um bilhão de "santinhos" para a virada.

A campanha do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, vai investir em duas frentes para tentar virar a eleição na reta final e conseguir ir para o segundo turno. No universo político, vai apresentar o tucano como o único candidato com força, equipe e estrutura para enfrentar a "pancadaria" do PT, na expressão de um aliado. Na TV e nas redes sociais, ele adotará um tom emocional para se aproximar do eleitorado, apresentando-se como alguém disposto a servir ao país, enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) travam uma batalha pessoal pelo poder. 

Pesquisa divulgada pelo Datafolha na terça-feira (30) mostrou que Aécio se aproximou de Marina, acirrando a disputa entre eles para tentar chegar ao segundo turno. Aécio aparece a uma distância de 5 pontos percentuais de Marina Silva, segunda colocada na disputa. A pessebista tem 25% das intenções de voto. O tucano, 20%. O resultado vai ao encontro do discurso que o presidenciável do PSDB vem usando nos últimos dias, de que uma "onda da razão" estaria chegando ao eleitorado. 

"A pesquisa consolidou a minha convicção de que a briga no segundo turno vai ser conosco", disse o vice de Aécio, senador Aloysio Nunes (PSDB). "Os eleitores estão vendo que Marina será tratorada pelo PT. Quem aguenta a pancadaria, quem tem estrutura para a disputa e para derrotar a Dilma somos nós." 

A ideia de que os tucanos é que têm "força política" e "preparo" para enfrentar os petistas no segundo turno será mesclada com um apelo mais emocional ao eleitor. No vídeo produzido para divulgar o plano de governo do candidato na internet, por exemplo, os tucanos exibem imagens de várias pessoas para anunciar que "o programa de governo do Aécio é você". 

Na TV, a estratégia será, além de divulgar o crescimento do tucano nas pesquisas, aprofundar o discurso de que Dilma e Marina travam uma disputa pessoal e abandonaram os interesses do eleitor. "Enquanto Dilma e Marina só brigam entre elas, você está sozinha brigando contra a inflação, a péssima saúde e pela educação dos seus filhos", diz Aécio, dirigindo-se às mulheres, em anúncio que deve ir ao ar na quarta (1º). O tucano conclui dizendo estar "pronto para ser o presidente que vai ajudar a melhorar de verdade a sua vida". 

EMBALO
Aécio deve dedicar mais tempo nos próximos quatro dias a São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do país. Seus principais aliados calculam que, além do embalo obtido com o resultado das últimas pesquisas, a estrutura montada pelo partido ajudará Aécio a ampliar seu percentual de votos nas urnas. Os tucanos mandaram imprimir um bilhão de santinhos para distribuir na véspera da eleição. A aposta é que Aécio levará vantagem sobre Marina com a exposição de seu número na boca de urna, o que alimenta a expectativa de uma virada.(Folha de São Paulo)

Sabem aquela do mensaleiro?

Quando o Mensalão ainda se arrastava para chegar ao STF, Delúbio Soares, o tesoureiro corrupto do PT, cunhou a frase: " em breve o mensalão será piada de salão". Demorou, mas virou. Hoje Delúbio vai para casa, cumprir pena em regime domiciliar. Sua pena de 6 anos e 8 meses virou apenas 11 meses de regime fechado. Menos de 15% da pena foi cumprida na Papuda. Hoje à noite, o amigo Delúbio, como era tratado por Lula, vai tomar uísque e fumar charutos com os companheiros. Contar piadas. Piadas do mensalão. A notícia abaixo é da Folha de São Paulo.

Condenado no processo do mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares recebeu oficialmente nesta terça-feira (30) o direito de migrar para o regime aberto e passará a cumprir o restante de sua pena em casa. O petista já estava cumprindo pena no regime semiaberto, no qual o apenado pode trabalhar durante o dia, mas é obrigado a dormir em unidade específica de prisão. 

Durante quase três horas, Delúbio esteve na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, onde assinou os termos do novo formato da pena e recebeu, acompanhado de outros presos, orientações de como se portar para não perder o benefício. No regime aberto, o apenado pode trabalhar durante o dia e dormir em unidades chamadas de casa do albergado. Como essas instalações são raras, na prática, a Justiça permite que os apenados fiquem em prisão domiciliar. 

Pela decisão da Justiça, Delúbio já estava autorizado a dormir em casa na noite desta terça-feira. As regras do novo regime exigem que ele tenha endereço declarado, "relacionando-se bem com seus familiares e vizinhos". Ele não pode sair do Distrito Federal sem autorização da Justiça. Pelas normas, Delúbio também não poderá portar armas, consumir drogas ou bebidas, tendo de permanecer em casa das 22h às 5h. 

O ex-tesoureiro do PT também não poderá se reunir com outras pessoas que estejam cumprindo penas judiciais e nem poderá frequentar "locais de prostituição, jogos, bares e similares". A decisão pelo benefício havia sido tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), na semana passada. Condenado a 6 anos e 8 meses de prisão no julgamento do mensalão, Delúbio estava preso desde novembro. 

DESCONTOS
Para Barroso, a pena do ex-tesoureiro foi cumprida antecipadamente, uma vez que ele, por estar trabalhando durante o dia, pôde descontar 117 dias de sua punição inicial pelo mensalão.De acordo com a legislação, a cada três dias trabalhados o preso pode abater um da condenação. Estudos e leitura de livros também permitem que o apenado reduza sua punição original. 

Enquanto esteve no semiaberto, Delúbio trabalhou no assessoramento aos sindicalizados na Central Única dos Trabalhadores (CUT), recebendo salário de aproximadamente R$ 5 mil para trabalhar das 8h às 18h. Ele continuará a trabalhar na CUT. Até agora, Barroso autorizou que outros três presos do mensalão obtivessem o benefício: o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do extinto PL, atual PR, Jacinto Lamas e o ex-deputado Bispo Rodrigues.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Faltam seis dias.


Desde 13 de agosto, quando caiu o avião de Eduardo Campos, quando ainda faltavam seis dias para o início da campanha eleitoral, a campanha de Aécio Neves foi furiosamente atacada. Faltando seis dias para as eleições, o tucano conseguiu reverter uma situação da qual não teve culpa, mas que se abateu de forma violentíssima sobre a sua campanha. Neste momento, Aécio está na fase final de uma batalha na qual foi declarado derrotado por diversas vezes, por jornalistas, analistas e por muitos comentaristas deste Blog. O Coronel jamais entregou os pontos. Ainda não estamos lá, mas nunca estivemos tão perto. Temos muito trabalho até o próximo domingo, porque tudo será decidido no dia, na hora, voto a voto. A vitória nunca foi tão possível.