Cada vez eu me convenço de que estamos preparados para apresentar um projeto de todos os brasileiros, contra as atitudes perversas do governo que hoje administra o Brasil na base do "nós contra eles". Temos uma outra candidata, que aparece com boas intenções, mas não consegue superar suas contradições. AÉCIO NEVES, 16/9/2014, na CNBB

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CGU: Dilma corta orçamento e "engaveta" combate à corrupção.

Responsável pelo combate à corrupção no governo federal, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou nesta quinta-feira (18) ao G1 que a redução de R$ 7,3 milhões no orçamento do órgão em 2014, em relação ao ano passado, gerou uma situação de "penúria orçamentária" na pasta.

Segundo o ministro, o corte no orçamento comprometeu o pagamento de despesas básicas, como água, luz e telefone, além de diárias e passagens aos auditores encarregados de fiscalizar a aplicação dos recursos federais no país, o que, afirmou, pode dificultar a identificação de eventuais irregularidades na administração pública.

Nesta semana, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacom Sindical) promoveu em Brasília e em 14 estados atos de protesto contra o "enfraquecimento" da CGU. Em Brasília, cerca de 25 servidores se reuniram nesta quinta em frente à sede do órgão para reivindicar a liberação de verbas para o custeio dos serviços essenciais.

O G1 procurou a Casa Civil da Presidência da República, que informou que o Ministério do Planejamento é o órgão responsável pelo assunto. Até a publicação desta reportagem, não havia resposta da assessoria do ministério. "É evidente que, quanto menos fiscalização, o risco de desvios é maior. Estamos maximizando a possibilidade de atuar na fase de penúria orçamentária concentrando as auditorias em órgãos federais e em municípios próximos às capitais. É questão de racionalizar para fazer o máximo possível com os recursos", disse Hage ao G1

Entre as atribuições da CGU, está o combate à corrupção no serviço público federal, a auditoria pública e a aplicação das ferramentas de transparência. O órgão também exerce o papel de corregedor e ouvidor do governo federal, além de garantir o acesso às informações públicas.

Nesta semana, no horário eleitoral da televisão, o programa da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, mencionou a CGU ao se referir às ações de combate à corrupção nos governos dela e do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. O programa lembrou que o órgão ganhou status de ministério e afirmou que 4.797 servidores federais foram expulsos por terem cometido algum tipo de irregularidade.

Em 2013, segundo a assessoria do órgão, a CGU recebeu R$ 84,8 milhões para custear as despesas de custeio, que não contabilizam os gastos para o pagamento do salário dos servidores. Neste ano, em razão de um corte determinado pelo Ministério do Planejamento, o orçamento da pasta foi reduzido para R$ 77,5 milhões.

De acordo com Jorge Hage, o déficit nas contas da CGU em 2014 já alcançou R$ 17 milhões. O ministro afirmou que, somente para cobrir as despesas básicas até o final do ano, a pasta necessitaria de uma suplementação de R$ 12 milhões. "Alertamos o Planejamento que [o orçamento aprovado para 2014] não seria suficiente para pagar as contas até o final do ano", desabafou Hage.

É evidente que, quanto menos fiscalização, o risco de desvios é maior. Estamos maximizando a possibilidade de atuar na fase de penúria orçamentária concentrando as auditorias em órgãos federais e em municípios próximos às capitais. É questão de racionalizar para fazer o máximo possível com os recursos."
 
Redução das fiscalizações
Devido à falta de recursos, o ministro diz que teve de buscar alternativas para não interromper totalmente as atividades de fiscalização do órgão. Uma das medidas tomadas por Hage para se adaptar ao orçamento foi reduzir os sorteios de municípios que são auditados pelo órgão. Em regra, informou o ministro, a CGU promovia de três a quatro sorteios por ano. Em cada um deles, é definida aleatoriamente uma relação de 60 municípios que têm as contas devassadas pelos auditores do órgão. Com a crise financeira, a CGU promoveu neste ano apenas um sorteio. 

Outra solução para tentar contornar a falta de dinheiro, segundo o ministro, foi priorizar as auditorias nos municípios localizados próximo às regiões metropolitanas. Como tem escritórios regionais nas capitais dos estados, a CGU tem conseguido economizar com o pagamento de diárias e passagens ao enviar seus auditores aos municípios localizados nas imediações das superintendências. "São as formas que estamos usando para enfrentar a crise orçamentária que nos foi imposta", observou Hage. 

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical), Rudinei Marques, os cortes orçamentários na CGU estão sucateando o órgão encarregado de fazer o controle interno do governo federal. O dirigente da entidade que representa os servidores da CGU afirma que não é possível o órgão executar suas atribuições de controle da administração pública sem dinheiro para despesas básicas, como o pagamento de diárias e passagens para os auditores que fiscalizam a aplicação dos recursos federais. 

"Não dá para fazer um trabalho de combate à corrupção à distância. Tem que ir lá e entender o que aconteceu, se o recurso foi ou não aplicado. Isso envolve deslocamento, diárias. Sem isso, não tem como a gente cumprir nossa missão institucional", argumentou Marques, organizador do Dia Nacional de Protestos para o Fortalecimento da CGU.

Falta de funcionários

Os servidores da CGU também reivindicam a contratação de novos funcionários. O ministro Jorge Hage reconhece que, nos últimos seis anos, o quadro de servidores da pasta perdeu cerca de 300 servidores. Segundo ele, parte desses servidores se aposentou e o restante trocou o órgão por oportunidades profissionais com salários maiores. Atualmente, a CGU tem 2.327 funcionários. 

O ministro relata que, embora existam 300 pessoas aprovadas em concurso prontas para serem contratadas, a junta orçamentária do Ministério do Planejamento autorizou a convocação de somente 30. A validade do concurso, disse Hage, expira em novembro deste ano. "A esta altura, não acredito em nenhuma mudança, já que a junta orçamentária do governo não acatou os nossos pedidos", afirmou. (G1)

Aécio leva povo às ruas na Bahia.

O candidato do PSDB à presidência da República Aécio Neves se comparou ao ex-presidente Juscelino Kubitschek na tarde desta quarta-feira, em Itabuna, sul da Bahia ao afirmar que vai dar “prioridade” ao Nordeste e, em especial, à área de saúde.

— Vamos levar a saúde mais próxima das pessoas com as clínicas de especialidades, onde o cidadão ou a cidadã vai ter a sua consulta marcada com antecedência. No mesmo espaço físico, vai ter atendimento com o especialista, vai fazer os exames e vai sair dali com os remédios. No meu governo, assim como foi o de Juscelino Kubitschek, outro mineiro que presidiu o Brasil há 60 anos, a prioridade absoluta vai ser o Nordeste brasileiro — declarou.

O tucano aproveitou a entrevista para desmentir que sua campanha esteja buscando o apoio do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: — Sou amigo do ministro Joaquim Barbosa, que é um grande brasileiro e prestou um extraordinário serviço à democracia brasileira, contrariando, obviamente, os interesses do PT. O Brasil deve muito a ele. Mas não tenho tido nenhuma conversa política com ele. O que é importante hoje é que o sentimento de Joaquim Barbosa contra a impunidade, pela justiça, pela decência na vida pública, é um sentimento que a nossa candidatura encarna. 

Junto do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) e dos candidatos Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) Aécio participou de uma caminhada pela área comercial de Itabuna e disse acreditar no início de uma “virada”. Ele adotou uma linha saudosista ao comparar esse momento da campanha com a do avó, Tancredo Neves, em 1986, cujo cenário mudou depois de uma visita à Bahia.

— Ninguém ganha eleição de véspera. A eleição se decidirá no momento em que cada brasileiro se levantar no dia 5 de outubro, para dizer o que quer. Aqui, desta Bahia de Todos os Santos, dessa Itabuna do cacau e de Jorge Amado, nós estamos dizendo: chegou a hora da virada — assinalou o candidato, que se disse mais otimista, após a última pesquisa do Ibope.

— Está chegando aquilo que chamo de “a onda da razão”. As pessoas estão avaliando com maior profundidade o que cada candidatura representa. E a minha candidatura é muito clara no que ela propõe para o Brasil. Queremos encerrar esse ciclo de governo do PT e iniciarmos um outro, de desenvolvimento econômico, de melhoria na segurança, na saúde, na educação. Quem pode vencer de verdade o PT e permitir o Brasil voltar a crescer é a nossa candidatura. E isso vai ficando cada vez mais claro. Por isso espero que, no dia 5 de outubro, ao lado do meu companheiro ACM Neto, possamos estar no segundo turno e, a partir daí, prontos para vencermos as eleições, pelo bem da Bahia, do Nordeste e do Brasil.

O percurso por Itabuna foi acompanhado por cerca de quatro mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar. Ora sorridente, ora discreto, ele demonstrava certo desconforto por fazer de palanque um trio elétrico — pouco desgrudava dos ferros que dão apoio no veículo. Antes de discursar, sem deixar de ajeitar os cabelos, o candidato tucano evitou citar nomes das adversárias. Mas não as poupou das críticas.

— As pessoas começam a perceber que o que está aí não dá mais, esse governo ninguém agüenta. Tanta irresponsabilidade e tanta incompetência, levando o Brasil de novo a conviver com a inflação, com a recessão da economia e com a fuga dos empregos — declarou Aécio que, em seguida, chamou Marina Silva (PSB), sem nominá-la, de inexperiente.

— Do outro lado, a gente vê um conjunto de boas intenções. Mas boas intenções todos nós temos. O que falta a outras candidaturas é o que esse palanque aqui demonstra: experiência e competência, apoio político e coragem pra mudar de verdade o Brasil.

Aécio reiterou “testemunhar” um desejo de mudança na sociedade brasileira. As palavras dele, por sinal, soavam como um apelo de quem corre contra o tempo. — Peço que, a partir de hoje, nós arregacemos as mangas e confiemos que a política não é feita apenas de resultados eleitorais. Nós temos nas mãos a possibilidade de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil —conclamou. ( O Globo )

PNAD: Dilma não reduziu desigualdade.

A redução da pobreza foi, ao longo dos últimos vinte anos, não só uma conquista da sociedade brasileira, mas também resultado da estabilidade econômica e de investimentos em educação e saúde feitos desde a década de 1990. Mas os limites desses esforços começam a aparecer. Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2013, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, pelo terceiro ano consecutivo, o indicador que mede a desigualdade de renda, chamado Índice de Gini, não mostra melhora significativa. 

O índice, que é usado mundialmente, leva em conta o número de pessoas em um domicílio e a renda de cada um, e mostra uma variação de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O IBGE calculou em 2013 que o Brasil marcou 0,498 no indicador que leva em conta a renda de todo os membros de cada família. Em 2012, o resultado havia ficado em 0,496, enquanto em 2011, era de 0,499. A leve oscilação não permite ao órgão concluir que houve uma piora significativa na distribuição de renda no Brasil. Contudo, ela é clara em mostrar que os efeitos da desaceleração econômica já fazem com que a barreira entre ricos e pobres pare de ceder.

Tal piora é explicada não só pelo baixo crescimento da economia, mas também pela menor oferta de vagas de trabalho, ambas mostradas pelo IBGE por meio do levantamento das Contas Nacionais, que calcula o Produto Interno Bruto (PIB), e da própria Pnad, que mede a taxa de desocupação no país. Segundo dados divulgados nesta quinta, a taxa de desemprego passou de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. Percebe-se, portanto, uma situação em que a economia cresce pouco (o avanço em 2013 foi de 2,3%) e o mercado de trabalho sente o impacto. 

Diante disso, até mesmo as políticas de transferência de renda consolidadas no governo Lula mostram perda de vigor. Como seu impacto no PIB é limitado (de apenas 0,5%), tais mecanismos não são suficientes para estimular o crescimento em momentos de crise. Para 2014, a previsão é de que o PIB fique muito próximo de zero e que o mercado de trabalho avance, no mínimo, 30% menos que em 2013. Com isso, economistas esperam impacto mais significativo na medição da distribuição de renda para o ano que vem.

A Pnad aponta estagnação na desigualdade com base em duas métricas usadas para avaliar os rendimentos das famílias: renda média mensal com trabalho e renda média mensal de todas as fontes. A segunda leva em conta, além dos salários dos membros das famílias, também os ganhos com investimentos e aluguéis, por exemplo. O IBGE mostra que houve melhora significativa na desigualdade entre 2001 e 2011, mas que, desde então, nada mudou. O Instituto não fornece, nas tabelas da Pnad, série histórica anterior a 2001.

Ajuda a compor o cenário de estagnação na redução da desigualdade um estudo obtido pelo site de VEJA na terça-feira, encomendado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com base em dados consolidados das declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), o levantamento mostra que a concentração de renda aumentou no Brasil entre 2006 e 2012 e que os 5% mais ricos abocanharam 44% da renda total de 2012, ante 40% em 2006. 

Ainda que o estudo do Ipea não leve em conta os brasileiros de menor renda, especialistas ouvidos para a reportagem apontam que as classes mais abastadas permanecem, de certa forma, blindadas – sem grandes oscilações de renda – enquanto a verdadeira transferência ocorre da classe média para os mais pobres.

Homens e mulheres - A distribuição de renda do trabalho observada entre homens e mulheres também ajuda a perceber focos de desigualdade. O Índice de Gini indicou que essa distribuição foi mais desigual entre os homens (0,503) do que entre as mulheres (0,477). O maior nível de concentração da renda entre homens ocupados foi observado no Piauí (0,572), e o menor nível, no Amapá (0,432). Entre as mulheres ocupadas, o maior nível de desigualdade no rendimento foi encontrado no Maranhão (0,564), e o menor nível, em Santa Catarina (0,381). (VEJA)

PNAD: desemprego aumenta com Dilma.

Pela primeira vez desde 2009, a taxa de desemprego subiu no país. A taxa de desocupação passou de 6,1%, em 2012, para 6,5%, em 2013, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O movimento ocorreu em todas as regiões do país, com exceção do Sul, onde houve recuo de 2,2%. A alta mais expressiva foi na região Norte, que teve queda na ocupação. Lá a taxa de desemprego aumentou um ponto percentual, para 7,3%. No país, a ocupação, que teve crescimento modesto de 0,6%, foi insuficiente para absorver a parcela da população que procurava emprego.

A maior parte das vagas foi gerada no setor de Serviços, que tiveram alta de 2,5% e de Comércio que teve crescimento de 1,1%. Já a indústria cortou postos: uma queda de 3,5% entre 2012 e 2013, o que significou redução na participação da população ocupada em 0,5 ponto percentual, para 13,5%.

A taxa de desocupação seria ainda mais alta não fosse a saída de pessoas do mercado de trabalho. A população fora da força de trabalho aumentou 2,9% no ano passado, sobretudo, entre os jovens. A taxa de atividade, que mede a parcela que estava no mercado ocupada ou à procura de emprego entre a população acima de 15 anos, ficou em 65,5%, pouco abaixo daquela de 2012, 65,9%, mas bem inferior a de 2008, quando fora de 68,6%. ( O Globo)

Números provam: "onda da razão" é real.

Foi na região Sul que Aécio Neves (PSDB) mais ampliou a sua intenção de voto, tirando apoio principalmente da candidata Marina Silva (PSB). O tucano ampliou em 6 pontos percentuais a sua intenção de voto, passando de 17% para 23%, no comparativo da pesquisa Ibope realizada no dia 7 e o levantamento divulgado na noite desta terça-feira.

Em sentido inverso, Marina caiu de 34% para 26% no Sul, uma redução de 8 pontos percentuais. Nessa região, Dilma Rousseff (PT) também caiu, mas num ritmo menor, passando de 37% para 34%. Embora Aécio tenha crescido mais sobre o eleitorado de Marina, parte de quem preferia a candidata do PSB no Sul decidiu migrar para o grupo dos indecisos, que cresceu 4 pontos percentuais, passando de 5% para 9%.

Já nas regiões Nordeste, Centro Oeste e Norte Dilma apresentou uma forte variação negativa, redução de 9 e 12 pontos percentuais. Nessas duas regiões, Aécio e Marina registraram variação positiva, indicando que eles estão conseguindo tirar votos da candidata do PT nessa região. No Sudeste, Marina variou negativamente (queda de 4 pontos percentuais), enquanto Dilma e Aécio tiveram crescimento de 4 e 3 pontos percentuais respectivamente. (O Globo)

Bastou Aécio subir nas pesquisas e o jornalismo marrom da Folha volta a atacar.

Socialites?

Uma matéria imbecil da não menos imbecil repórter Lígia Mesquita ( que é da turminha da Mônica Bérgamo, porta-voz de José Dirceu) trata como "socialites" um grupo de economistas, empresárias e militantes políticas que estiveram ontem em ato de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB). O título da matéria demonstra muito bem o ativismo da repórter: " Após subida de Aécio em pesquisa, socialites atacam voto útil em Marina." Se esta repórter fosse minimamente informada veria que o voto da elite e das socialites é para Marina Silva, não para Aécio, a começar por Neca Setúbal, habituè das colunas sociais do jornal paulistano. Clique aqui para ler a matéria que é puro esgoto. Conforme avisamos ontem no twitter, a Folha começaria a bater em Aécio, já que ele subiu nas pesquisas.Começou.

 Para mandar seu recado para Lígia Mesquita, use o twitter @ligiamesquita

Aécio vai continuar batendo em Dilma e desconstruindo Marina para chegar ao segundo turno. Como este blog defendia.

Rafael Arbex/Estadão
O candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves vai intensificar até o dia 5 de outubro as fórmulas que, na avaliação da campanha, o ajudaram a recuperar quatro pontos na pesquisa de intenção de votos divulgada nesta terça-feira, 16, pelo Ibope/Estado/TV Globo. O foco continuará sendo a conquista do eleitor anti-PT. Para isso, Aécio insistirá na tática de criticar a presidente Dilma Rousseff (PT) e “desconstruir” a candidata Marina Silva (PSB).

A coordenação da campanha presidencial tucana quer intensificar o contato de Aécio com o eleitor e ampliar a ocupação de espaços nas campanhas regionais. Às lideranças estaduais, o presidenciável demonstrou a intenção de fazer aparições nas propagandas regionais, pedindo votos para candidatos a deputado e senador do PSDB. 

Ficará também mantida a estratégia de ampliação das inserções diárias. A coligação Muda Brasil tem direito a um minuto diário para comerciais durante a programação regular da TV. Ao contrário do que vinha sendo praticado no início da campanha, os filmetes não serão mais divididos em duas propagandas de 30 segundos cada uma, formato usado para apresentar Aécio. A avaliação é que experiência da última semana, de dividir o tempo em quatro inserções de 15 segundos, vem dando mais resultado e será mantida. 

Como dever de casa, a meta é casar a agenda do tucano com a de governadores ou candidatos a governos bem posicionados na disputa eleitoral, especialmente em São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, lidera com folga as pesquisas de opinião. Apesar da intenção de explorar os puxadores de voto nos Estados, a campanha vai concentrar a reta final em São Paulo, mas também em Minas Gerais - onde o candidato tucano, Pimenta da Veiga, está 20 pontos porcentuais atrás do líder Fernando Pimentel (PT). 

Alckmin virou a principal aposta do mineiro. Além de fazer aparições na propaganda nacional de Aécio e de ceder espaço para o presidenciável participar de seu programa, o governador tem se reunido com prefeitos de todo interior de São Paulo - até de partidos da base do governo federal - e pedindo engajamento deles na campanha presidencial do PSDB. Nesta quinta-feira, 18, porém, Alckmin tem previsto um encontro com líderes municipais do PSB, partido de Marina Silva. 

As críticas às adversárias serão concentrada nas inserções diárias do PSDB, momento que os marqueteiros acreditam ser mais eficaz para transmitir uma mensagem ao eleitor. Agora que conseguiu diminuir de 15 pontos para 7 sua desvantagem em relação à presidente Dilma na simulação de 2º turno, Aécio vai insistir que é o candidato com mais chances de despachar a petista para fora do Palácio do Planalto. 

Marina aparece três pontos à frente da presidente num eventual 2º turno. A campanha tucana tenta colar na candidata do PSB o rótulo de “PT 2” . Por isso, os tucanos comemoram quando Marina, espontaneamente, vai a público se comparar com o ex-presidente Lula, dizer que sempre esteve ao lado dele e que lutou para desfazer preconceitos e elegê-lo. (Estadão)

#ficoulindo

Eleitor de Dilma Rousseff em 2010, o estudante de direito Benedito Pereira Lima, 25, foi pego de surpresa com a visita da presidente a Campinas na quarta-feira (17). Ficou sabendo pela manhã, quando foi tomar café em uma padaria e notou a movimentação de militantes. "Disseram que era a Dilma. Então saí correndo para preparar meu protesto", disse o estudante, vendedor em uma loja de eletrodomésticos. 

Quando retornou ao local do evento, conseguiu se aproximar da presidente, que desfilava em carro aberto. Frente a frente, pediu para pegar na mão dela e a surpreendeu ao entregar uma folha de papel sulfite, em que ironizava: "Dilma, obrigado pelo trem-bala. #ficoulindo". 

O governo Dilma adiou a licitação do trem-bala pela terceira vez em agosto de 2013, por tempo indeterminado. A justificativa oficial foi que dois consórcios haviam pedido o adiamento, e que a medida evitaria que apenas um grupo participasse do leilão. Mas houve também, como a Folha apurou na ocasião, um componente político: o governo considerou que a proximidade da eleição era desfavorável, pois o atraso poderia ser usado como munição pela oposição. 

"Tentei chegar o mais perto possível e, quando consegui, mostrei o papel. Ela ficou com uma cara de surpresa e virou a cara, mas pelo menos fiz a minha parte", disse Lima. Na mesma hora, o ex-deputado Nivaldo Santana (PC do B), vice na chapa de Alexandre Padilha (PT), também segurou o papel, leu, e devolveu ao estudante. "Devolvi porque era uma tentativa dele de mostrar que era opositor à presidente", disse o candidato à Folha

O estudante então continuou seu protesto solitário, com gritos: "Dilma, cadê o trem-bala?". "Eu era o único que estava protestando. Não tive medo de apanhar porque estava cheio de seguranças, e eu estava no meu direito de cidadão", afirmou Lima. "Ela falou que ia entregar o trem-bala para a Copa, passando por Rio, Campinas e São Paulo. Eu já sabia que ela não ia conseguir", disse.(Folha de São Paulo)

Vice de Marina escancara portas para velha política:"não se governa sem o PMDB".

Vice-candidato na chapa da presidenciável Marina Silva (PSB), o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) afirmou, na quarta-feira (17), que "ninguém governa sem o PMDB", mas "não é preciso entregar o governo" à sigla. 

Tanto Marina quanto o seu antecessor na disputa, Eduardo Campos --morto em acidente de avião em agosto--, condenam a aliança do governo federal com peemedebistas como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador José Sarney, mas dizem que fariam um eventual governo com "bons quadros de todos os partidos". 

O PMDB participou da base dos governos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e do petista Lula (2003-2010) e tem a segunda maior bancada da Câmara -- perde apenas para o PT.Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Albuquerque foi indagado se políticos de outros partidos desobedeceriam orientações partidárias para votar em projetos de um eventual governo do PSB. 

"Ninguém governa sem o PMDB, mas não é preciso entregar o governo para o PMDB para ter governabilidade. Assim como não precisa entregar o governo ao PSDB se nós vamos ter quadros do PSDB governando. Ou seja, o governo tem um programa: este é o nosso pilar de negociação, entendimento e escolha daqueles que terão funções." 

Também na quarta, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), candidato à reeleição na chapa de Dilma Rousseff (PT), definiu como "gentileza" e "delicadeza" a fala de Albuquerque sobre ninguém governar sem o PMDB. Ele não quis comentar a segunda parte da declaração do vice de Marina, sobre não ser necessário "entregar" o governo aos peemedebistas. Questionado se seu partido cogita aliar-se ao PSB caso Marina vença, Temer limitou-se a dizer: "Nem vou trabalhar com essa hipótese". 

POUCO CONHECIMENTO
 
À noite, o presidente do PSB paulista e candidato a vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, Márcio França, afirmou que Marina não apoia o tucano em São Paulo porque "tem pouco conhecimento" sobre Estado.

França foi questionado por jornalistas durante evento em Campinas, ao lado de Alckmin, sobre o motivo de a candidata do PSB à Presidência não apoiar a reeleição do governador, diferentemente de Eduardo Campos. "Ele [Alckmin] compreende. Como ela [Marina] não é daqui, ela tem pouco conhecimento [sobre São Paulo]", respondeu França. "A diferença é que o Eduardo viveu aqui dois meses. Ele percebeu e fez a mudança", completou.(Folha de São Paulo)

Ibope transforma margem de erro em margem de lucro em Santa Catarina.

Ontem, contratado pelo grupo RBS, retransmissora Globo, o Ibope publicou pesquisa de intenções de voto para presidente, governador e senador. A corrida para o governo do estado está praticamente garantida, com a reeleição do atual governador Raimundo Colombo, coligado com o PMDB, com apoio a Dilma Rousseff. Na eleição para o Senado, lidera Paulo Bornhausen (PSB), que enfrenta Dário Berger, ex-prefeito de São José e Florianópolis, que ficou famoso no Brasil inteiro por contratar uma árvore de natal e um show de Andrea Bocelli, que nunca aconteceu, dando um prejuízo de mais de três milhões para a capital catarinense. Este é apenas um dos oito processos por improbidade administrativa, quatro ações criminais, além de bens bloqueados pela Justiça, que o ex-prefeito enfrenta.

A pesquisa Ibope publicada ontem mostrou, nos números para governo do estado, exatamente o que as pesquisas de tracking das duas campanhas (PSDB e PSB) apontavam, dentro da margem de erro: 49% para Raimundo Colombo (PSD) x 17% para Paulo Bauer (PSDB). Bauer teria 19%, na margem de erro. No entanto, na corrida presidencial, Dilma, que é apoiada por Colombo, aparece com  37%, Marina com 24% e Aécio Neves 20%. Nas pesquisas internas do PSDB, o resultado é completamente diferente: Aécio lidera com 31%, Dilma vem em segundo com 25% e Marina tem 23%. No Senado, a "bandalha" se repete: pelo Ibope, Bornhausen tem 25% e Dário Berger tem 22%. Nas pesquisas internas do PSB, Bornhausen lidera com folga, tendo 30% contra os mesmos 22% de Berger. 

Como dizem os políticos que conhecem o Ibope, na pesquisa de ontem o instituto transformou margem de erro em margem de lucro. Só que pesou a mão.