sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ricardo Pessoa entregou R$ 2,4 milhões em dinheiro vivo na mão do Lula.

O Jornal Nacional acaba de revelar que Ricardo Pessoa confessou que entregou, nas mãos de Lula, em dinheiro vivo, R$ 2,4 milhões. Disse que Lula sabia que era uma doação, mas que não sabe se ele tinha conhecimento que era dinheiro do propinoduto da Petrobras. Ricardo Pessoa está cada vez mais irônico.

Cardozo prestigiado por Dilma e Temer desprestigiado pelo PMDB seguem nos cargos.

José Eduardo Cardozo foi reconfirmado no cargo de ministro da Justiça por Dilma, apesar de toda a pressão de Lula e da bandidada do PT que deseja no posto um companheiro que algeme a Polícia Federal, impedindo as investigações que estão prendendo os financiadores do partido. Michel Temer também foi reconduzido ao posto de articulador político do governo, não gerando nenhum entusiasmo no PMDB que passou a semana pregando uma separação imediata do PT, com vistas a 2018. Como Michel Temer é um nada fora do papel de articulador, resolveu fincar pé no papel. Aguarda-se os próximos movimentos de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, bem como de Renan Calheiros, presidente do Senado.

" No crespúsculo da vida", José Dirceu teve seu HC negado. Que juiz malvado!

No pedido de HC, José Dirceu alegou que, aos 70 anos, está no "crepúsculo da vida". A foto acima é de 2013, quando o mensaleiro tinha 68 anos.

(Globo) O Tribunal Regional Federal, da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus preventivo solicitado pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, com objetivo de evitar que ele seja preso na Operação Lava-Jato. O pedido foi feito na quinta-feira pelos advogados de Dirceu depois que o lobista Milton Pascowitich disse que os pagamentos que fez ao ex-ministro eram propina e não resultado de consultorias como ele alegava.

Os advogados de Dirceu entraram com o pedido de habeas corpus preventivo alegando que o petista está na “iminência de sofrer constrangimento ilegal”. A defesa do ex-ministro - liderada pelo advogado Roberto Podval - pediu que o tribunal concedesse “ordem de habeas corpus, evitando-se o constrangimento ilegal e reconhecendo o direito do paciente de permanecer em liberdade”.
 
O TRF-4, no entanto, não aceitou o argumento. Segundo o juiz Nivaldo Brunoni, que negou o pedido, “o mero receio da defesa não comporta a intervenção judicial preventiva”. De acordo com o magistrado, o fato de Dirceu ser investigado e apontado no depoimento de Pascowitch não resultará necessariamente na sua prisão processual. “Até mesmo em face do registro histórico, as prisões determinadas no âmbito da Operação Lava- Jato estão guarnecidas por outros elementos comprobatórios do que foi afirmado por terceiros”, avaliou.

No seu despacho, ponderou também que “as considerações da defesa assumem natureza eminentemente teórica, sendo inviável antecipar eventuais fundamentos invocados pelo juiz Sérgio Moro para a decretação da segregação cautelar, se isto de fato ocorrer”.

Brunoni justificou, além disso, que o segredo de Justiça decretado no habeas corpus teve por objetivo evitar que ocorressem problemas no sistema do processo eletrônico, tendo em vista o excessivo acesso ocorrido em outro documento preventivo impetrado na última semana em favor do ex-presidente Lula.

A defesa de Dirceu pretende recorrer da decisão no próprio TRF-4. Podval disse que apresentará um agravo regimental para que o habeas corpus seja julgado por um colegiado.
— Não discuto (a decisão de Brunoni). Vejo com naturalidade, mas discordo. Vamos recorrer ao próprio tribunal e ver como será a decisão do colegiado — afirmou o advogado do ex-ministro.

PEDIDO CITOU FILÓSOFO E DESCREVEU CARREIRA
A petição do ex-ministro foi feita em 40 páginas e descreveu a carreira política de Dirceu, adotando um tom dramático ao falar sobre o medo de prisão que tem acompanhado o ex-ministro desde que o seu nome aparecer nas investigações da Lava-Jato.

“Hoje, no crepúsculo de sua vida, já com 70 anos, após ter sido processado, condenado, preso e estar cumprindo pena em regime aberto, tudo sob o acompanhamento incansável da imprensa, o paciente vê-se citado e enredado em nova investigação, agora, porém, sem a perspectiva de viver para ver sua sentença final”, diz um trecho da petição.

O documento começava com uma citação denominada “A Tirania do Medo”, do filósofo e matemático galês Bertrand Russell. Na sequência, também é reproduzida a pergunta publicada na quarta-feira no site dos jornalistas Diogo Mainardi e Mário Sabino: “Dirceu será preso nesta semana ou na próxima?”

Podval disse que, ao consultar Dirceu sobre a ideia do habeas corpus, o ex-ministro não manifestou preocupação com a possibilidade de os adversários políticos usarem o fato como uma confissão de culpa. — Sou advogado e não político. Minha visão é pragmática com relação à Justiça. Há um risco de prisão, ainda que ilegal e injusta — afirmou o defensor. 

Na petição, os advogados afirmam que Dirceu, investigado por receber dinheiro de empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato, atendeu, por meio de sua consultoria, a mais de “60 clientes de 20 setores diferentes da economia, como indústrias de bens de consumo, telecomunicações, comércio exterior, logística, tecnologia da informação, comunicações e construção civil”.

Afirmam ainda que Dirceu foi surpreendido por saber, por meio da imprensa, que seu nome “havia sido enredado na assim denominada Operação Lava-Jato”. Alegam que o ex-ministro colaborou com informações nas investigações e que sempre esteve à disposição para prestar depoimento. Argumentam ainda que Dirceu não apresenta risco de fuga porque, quando foi condenado no julgamento do mensalão, se apresentou espontaneamente para cumprir a pena. Ressalta também que neste momento ele cumpre a pena em regime aberto, em Brasília.

A empresa do ex-ministro, a JD Consultoria faturou, entre 2006 e 2013, um total de R$ 29 milhões, dos quais R$ 8 milhões de empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato, como a OAS, Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa e UTC. Somente a Jamp, de Milton Pascowitch pagou R$ 1,4 milhão a Dirceu. Desse total, R$ 400 mil foram pagos como entrada do imóvel onde estava instalada a sede da JD, na avenida República do Líbano, em São Paulo.

Encosta a cabecinha no meu ombro e chora...


Hoje Lula deu um conselho para Dilma. Depois de roubar uma eleição, de mergulhar o país na inflação, no desemprego, no caminho da recessão, a presidenta deve encostar a cabecinha no ombro do povo e pedir carinho. Lula, tua pupila vai levar é impeachment por improbidade administrativa, pedaladas fiscais e crimes eleitorais. Com as pernas fechadas ou abertas ao humor do povo, ao lado do qual você muitas vezes mentiu e destruiu adversários. Lula, vai chorar na cama que é lugar quente. Não na carceragem de Curitiba que é pra onde você vai acabar indo por tráfico de influência e evasão de divisas, como o quer o MPFDF.

Se Cardozo não está bom para o PT, nomeiem Lula como ministro da Justiça.

José Eduardo Cardozo pode ser chamado de tudo, menos de ministro da Justiça. Dia sim, dia não, está na mídia defendendo o PT corrupto e as falcatruas do governo Dilma como as pedaladas fiscais. Mas Lula acha pouco. Lula quer que Cardozo algeme a Polícia Federal para que ela pare de investigar a corrupção na Petrobras, pois segundo o ex-presidente isso não pode pautar o país. Afinal de contas, é só uma roubalheirazinha que envolve uns 30 políticos, umas 10 empreiteiras e até ele mesmo, que está sendo investigado por evasão de divisas e por receber dinheiro sem origem de grandes empreiteiras. Ontem os deputados do PT, liderados por Sibá Machado (ele mesmo!) emitiram uma nota de apoio ao ministro Cardozo. Significa como no futebol que ele está "prestigiado". Mas hoje Cardozo já disse que se não  estiver servindo mais, sai sem problema. Se sair, já há um substituto perfeito: na falta do Márcio Tomaz Bastos, nomeiem o Lula. Ele é o maior interessado em melar a Lava Jato.

Dilma, durante anos, comandou quatro corruptos na mesa de reuniões da Petrobras. E nunca soube de nada?

É impossível que uma dita "super gerente", autoritária, centralizadora, durona, comande o Conseho de Administração da maior empresa do Brasil, assessorada por centenas de técnicos, sem ao menos desconfiar que está na companhia de no mínimo quatro diretores corruptos, cujo roubo à Petrobras, segundo a PF, já ultrapassa R$ 20 bilhões.

Se Dilma não cobrou de seus diretores, deles foi parceira, companheira, aliada. Hoje estão presos quatro diretores que sentavam lado a lado com ela na Petrobras: Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Jorge Zelaya e Renato Duque. Presos por corrupção, improbidade administrativa, evasão de divisas, um sem número de crimes.

As delações feitas por empreiteiros apontam que ela, Dilma Rousseff, recebeu dinheiro de propina da Petrobras, intermediadas por estes mesmos diretores corruptos, para as suas campanhas eleitorais. Novamente, a grande gestora e a super gerente não sabia de nada. Imaginemos que nunca tenha feito uma reunião com os seus tesoureiros e marqueteiros para saber de onde vinha o dinheiro que pagou todo o tipo de jogada suja que compôs a estratégia da sua reeleição. 

A verdade é que Dilma conviveu por anos com quatro diretores da Petrobras que estão presos e que roubavam bilhões enquanto ela mandava e desmandava a empresa sentada na cabeceira. Ela diz que nunca soube de nada. Quem acredita que além de saber não foi ela a mentora intelectual de todo o esquema?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Universidade de Stanford: brasileiro chama Dilma de "assassina" e "ladra".

Assista ao vídeo clicando aqui no facebook
(Folha) Um jovem brasileiro que mora nos Estados Unidos conseguiu ficar a poucos metros da presidente Dilma Rousseff e xingá-la de "assassina" e ladra. A ofensa ocorreu durante a visita da petista à universidade de Stanford, na Califórnia, em seu périplo pelos Estados Unidos, nesta semana. Ele ainda diz que "terrorista que rouba o dinheiro da população tem mais é que ser morto". 

Igor Gilly gravou a abordagem em vídeo e publicou em sua página no Facebook. No perfil, o jovem, que aparenta ter menos de 30 anos, defende a queda de Dilma e exibe fotos ao lado do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). "Cadê o dinheiro da Petrobras?", questiona o jovem no início do vídeo. Pela gravação, parece que ele está acompanhado de um segundo rapaz, que também ofende a presidente. "Vai cair, hein?", ele diz. 

"Terrorista que rouba o dinheiro da população tem mais é que ser morto", conclui. No vídeo, é possível ver que a abordagem ocorre quando a presidente chega à universidade, ao lado da ex-ministra de Estado dos Estados Unidos Condolezza Ryce. 

Ele ofende a presidente por quase 1min20s, até que uma segurança americana pede que saia do local. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, passa pelo jovem e pergunta se ele está com "dinheiro do papai no bolso". "Não, eu não sou petista", ele responde. 

A comitiva de Dilma demora a reagir e, quando os seguranças da presidente tentam intervir, Gilly argumenta que eles "não mandam nada" em solo americano. A Folha não conseguiu localizar o jovem para comentar o episódio. Em seu perfil, ele disse que "valeu a pena" ter se infiltrado na comitiva presidencial.

Cunha pisa no pescoço do PT.

Petistas ofendem presidente da Câmara no plenario.

(Estadão) Dando mais um "recado" do tamanho da crise entre o PMDB e o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta quinta-feira, 2, publicamente que o vice-presidente Michel Temer deixe a articulação política do Palácio do Planalto após a fim das votações do ajuste fiscal. 

Temer é presidente nacional do PMDB e assumiu as funções da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) após a presidente Dilma Rousseff afastar o então ministro Pepe Vargas (PT-RS), que não tinha interlocução com Cunha e estava sem condições de negociar com a base aliada.

"O Michel entrou para tentar melhorar essa articulação política e está claramente sendo sabotado por parte do PT. Eu acho que, a continuar desse jeito, o Michel deveria deixar a articulação política", defendeu Cunha nesta manhã, numa coletiva de imprensa recheada de ataques ao governo Dilma e ao PT. "Do jeito que está indo aqui - com o governo se misturando com o PT - o PMDB deve ficar longe dessa articulação política. Porque isso não está fazendo bem para o PMDB", acrescentou.
A declaração de Cunha joga mais combustível no clima de rebelião que existe hoje no PMDB. Nas últimas semanas, diante da acentuada queda de popularidade de Dilma, do cenário econômico adverso e das novas denúncias de corrupção que atingiram o PT, a ala peemedebista que defende um afastamento entre partido e o Planalto ganhou força.

O primeiro passo desse processo, dizem, seria justamente a entrega da articulação política, gesto considerado drástico por aliados de Temer. Na avaliação de interlocutores do vice-presidente, um movimento nesse sentido aceleraria o rompimento da aliança e daria corpo à tese do impeachment.

Cunha chamou nesta quinta as queixas dos deputados contra a redução da maioridade penal - aprovada na noite de quarta após manobras regimentais encampadas pelo peemedebista - de "choro" de quem não tem voto e está assumindo uma agenda contrária à sociedade. "Não é à toa que o governo está indo para 9% de popularidade (segundo pesquisa CNI/Ibope) e está no mesmo tamanho daqueles que apoiam a manutenção da idade penal", disparou Cunha.

"O PT está na pauta dos 9%. E o governo também erra quando entra na pauta do PT", disse o presidente da Casa. "Então, o PT não é a favor de nada. O PT tem uma pauta contra a sociedade", concluiu.

José Dirceu pede HC preventivo contra inverno de Curitiba.

(O Globo) Advogados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu estão dando entrada nesta quinta-feira com um habeas corpus preventivo para que ele não seja preso. A petição está sendo encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A informação foi confirmada pela assessoria de Dirceu. 

Alegando que o petista está na “iminência de sofrer constrangimento ilegal”, a defesa de Dirceu _ liderada pelo advogado Roberto Podval _ pede que o tribunal conceda "ordem de habeas corpus, evitando-se o constrangimento ilegal e reconhecendo o direito do paciente de permanecer em liberdade".

Na petição, de 40 páginas, eles afirmam que Dirceu, investigado por receber dinheiro de empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato, atendeu, por meio de sua assessoria, a mais de "60 clientes de 20 setores diferentes da economia, como indústrias de bens de consumo, telecomunicações, comércio exterior, logística, tecnologia da informação, comunicações e construção civil".

Afirmam ainda que Dirceu foi surpreendido por saber, por meio da imprensa, que seu nome "havia sido enredado na assim denominada Operação Lava-Jato". A situação de Dirceu se complicou após a prisão do empresário Milton Pascowitch, que fechou nesta semana um acordo de delação premiada com a Justiça Federal. Preso desde 21 de maio, ele se tornou o décimo nono investigado pela Operação Lava-Jato a concordar em contar o que sabe sobre esquemas de corrupção na Petrobras que envolviam pagamento de propina a políticos e fraudes a licitações.

Pascowitch é apontado pelos investigadores como o operador de propinas da construtora Engevix, além de ser próximo a políticos do PT. A empresa dele, Jamp Engenheiros Associados, pagou R$ 1,45 milhão à JD Consultoria, do ex-ministro José Dirceu, entre 2011 e 2012. Em maio, quando o repasse foi divulgado, a assessoria de imprensa de Dirceu declarou que o contrato havia sido assinado com o objetivo de negócios para a Engevix no exterior.

Para os corneteiros.

Há um grupo organizado nas redes sociais cujo objetivo é destruir o PSDB de Aécio Neves como alternativa de poder, apesar dos seus 51 milhões de votos e do senador mineiro estar à frente de Lula ou de qualquer candidato em todas as pesquisas para 2018. A última "onda" foi espalhada ontem, durante o dia, culpando o PSDB pela derrota na noite anterior, na votação da redução da maioridade penal, pois cinco deputados haviam votado contra. A resposta foi dada ontem, quando a PEC voltou a votação e foi aprovado pela Câmara, em primeiro turno. O PSDB foi o partido que mais votos deu a favor da redução, apesar de não ser a maior bancada. Vejam os números dos cinco principais partidos que votaram a favor:
  1. PSDB (49 votos)=>15,17% do total
  2. PMDB (46 votos)=>14,24%  do total
  3. PP ( 37 votos)=>11,45% do total
  4. PSD (29 votos)=>8,97% do total
  5. PR (28 votos)=>8,67% do total
Sem dúvida alguma, o PSDB foi o ator mais importante na aprovação. Não surpreende. Em primeiro de abril de 2014, Aécio Neves declarou apoio à redução da maioridade penal. Falou pelo PSDB, quando o tema era extremamente polêmico. Assumiu a bandeira e, ontem, o Brasil deu o primeiro passo rumo à redução da violência e da criminalidade. Sobrou para os corneteiros, a corneta. Ela vai voltar. Mas está cada vez mais difícil conseguir que ela seja ouvida.

Serra: menoridade partidária e apoio ao PT.

José Serra, na Câmara, fazendo lobby pelo seu projeto. Apoio inestimável aos petistas, todos muito agradecidos.

(Poder Online 1) Ao receber o tucano José  Serra no plenário da Câmara, o petista Alessandro Molon o felicitou: “Que bom que o senhor está aqui para nos ajudar!”, disse o petista, referindo-se à votação da redução da maioridade penal. Serra respondeu:  ”Não vim aqui meter o bico”. O petista insistiu: “O senhor, que é tucano, tem mais é que meter o bico. Se não for assim, quem vai meter?” Após a vista de Serra à Câmara, os petistas passaram a discursar em apoio ao projeto de mudança do Estatuto da Cranca e do Adolescente (ECA), de autoria de Serra, que aumenta o tempo de internacão de menores que cometeram crimes hediondos.

Serra articulando com Maria do Rosário 
 
(Poder Online 2)  As discussões sobre a redução da maioridade penal na Câmara mobilizou senadores nesta quarta-feira, ao ponto de alguns deles atravessarem os salões para defenderem seus pontos de vista. O tucano José Serra (SP) foi cuidadoso ao dizer a militantes contrários à redução que não podia interferir no trabalho dos deputados. Vim procurar o Jutahy, disse o tucano, ao chegar, referindo-se ao baiano Jutahy Magalhães, seu grande aliado. 

Serra é autor do projeto de lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Sua proposta aumenta o tempo de internação para crimes hediondo e é defendida como uma alternativa ao texto da Câmara que reduz a maioridade.

A presença de Serra no Plenário da Câmara, durante a discussão, no entanto, irritou o líder do PSDB, Nilson Leitão (MT) que reclamou com colegas de bancada. “Ele está lá no canto defendendo suas ideias”, reclamou o líder. “Isso não pode”, disse Leitão, que havia orientado a bancada a votar a favor da redução.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) reagiu, defendendo o tucano: “Pode sim”, disse a petista. “Quem sabe ele não traz uma boa influência. Para os petistas, a presença de Serra significou ajuda, já que o partido está disposto a aprovar sua proposta no Senado. O senador tucano foi cercado ainda pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ), também contrário à emenda. 

Na votação de terça-feira, quando o texto base foi rejeitado por cinco votos de diferença,  as dissidências do PSDB foram fundamentais para a rejeição. Dos 51 tucanos que participaram da votação, Betinho Gomes (PE), Eduardo Barbosa (MG), João Paulo Papa (SP), Mara Gabrilli (SP) e Max Filho (ES) votaram contra o relatório apresentado pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF).

Conexão Mônaco: nova fase da Lava Jato prende sucessor de Cerveró.

(Estadão) A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 2, a 15ª fase da Operação Lava Jato. O ex-diretor de Internacional da Petrobrás Jorge Zelada foi preso no Rio. Batizada da Operação Conexão Mônaco, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no Rio e um em Niterói. Zelada foi o único a ter prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. O ex-diretor sucedeu Nestor Cerveró – preso desde janeiro, em Curitiba – na área de Internacional.

Segundo a PF, o foco dessa nova etapa são “crimes de corrupção, fraudes em licitações, desvios de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”.Zelada será levado para Curitiba, sede das investigações da Lava Jato, ainda hoje.

Mônaco. O nome da operação decorre da descoberta de 11, milhões de euros mantidos por Zelada em conta secreta no Principado de Mônaco. Em março, a força-tarefa da Lava Jato havia apontado o ex-diretor como um dos próximos alvos das investigações, no núcleo de agentes públicos da estatal sob suspeita de corrupção. Na ocasião, Zelada teve sua fortuna bloqueada em duas contas que controlava no banco Julius Baer, no Principado de Mônaco, segundo a Procuradoria.

Zelada foi sucessor do ex-diretor Nestor Cerveró – preso desde 14 de janeiro – na diretoria que era cota do PMDB no esquema de loteamento político na estatal. O Ministério Público Federal descobriu que Zelada era controlador da conta em nome da offshore Rockfield Internacional S.A. Na conta da Rockfield Internacional a força tarefa da Lava Jato conseguiu há um mês bloquear a maior parte da fortuna não-declarada de Zelada: 11 milhões de euros. Em outra conta aberta no mesmo banco – esta em seu nome – havia mais 32 mil euros.

Cunha derrota governo e Câmara reduz maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos.

(Postal da Câmara) Após nova votação, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (2), a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O texto aprovado é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE) à proposta de emenda à Constituição da maioridade penal (PEC 171/93). Foram 323 votos a favor e 155 contra, em votação em primeiro turno. Os deputados precisam ainda analisar a matéria em segundo turno.

A emenda deixa de fora da redução da maioridade outros crimes previstos no texto rejeitado na quarta-feira, como roubo qualificado, tortura, tráfico de drogas e lesão corporal grave. O texto anterior era um substitutivo da comissão especial que analisou a PEC.

Estabelecimentos diferentes
Mantém-se, porém, a regra de cumprimento da pena em estabelecimento separado dos destinados aos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis. A União, os estados e o Distrito Federal serão responsáveis pela criação desses estabelecimentos diferenciados.

Por outro lado, o dispositivo que impedia o contingenciamento de recursos orçamentários destinados aos programas socioeducativos e de ressocialização do adolescente em conflito com a lei não consta da emenda aprovada.

Para o deputado Efraim Filho (DEM-PB), a redução da maioridade penal atende ao clamor das ruas.“A população não se sentiu representada pelo resultado da votação de ontem. O que mais recebi foram mensagens de pessoas dizendo que deputado anda com segurança, não é assaltado e, por isso, não se preocupa com a violência”, afirmou.

Um dos autores da emenda aprovada, o deputado Andre Moura ressaltou a necessidade de coibir a participação de jovens em crimes. “Em momento algum afirmamos que vamos resolver o problema da segurança do País, mas vamos dar limites para esses marginais disfarçados de menores”, disse.

Já a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), opinou que a proposta continua ampla. “Basta mudar a lei de crimes hediondos e se volta tudo [o que estava previsto no texto rejeitado ontem]”, criticou.
Nova votação
A decisão de votar uma emenda com conteúdo semelhante ao texto derrotado na madrugada de quarta-feira gerou polêmica em Plenário. PT, PDT, Psol, PSB e PCdoB lançaram mão de instrumentos de obstrução para impedir a votação da proposta e criticaram a nova votação. Os deputados estão dispostos a ir à Justiça contra a emenda.

Muitas críticas foram voltadas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) disse que o presidente estava tentando mudar o resultado de ontem. “Temos uma decisão proferida pela Casa que, se não agrada, vossa excelência coloca em votação até a vontade de vossa excelência prevalecer”, afirmou.

O presidente reagiu. “A Presidência não admite a falta de respeito que está sendo dirigida à Mesa. O deputado tem todo o direito de questionar, se contrapor às decisões da Presidência, recorrer e até ir ao STF, como alguns de vocês têm ido sem êxito. Agora, não se dá o direito de desrespeitar a Presidência”, disse.

Questionamentos
Os parlamentares, no entanto, insistiram que o Plenário estaria repetindo a votação de ontem para impor um novo resultado. “O debate de mérito foi feito ontem e nós vencemos”, ressaltou o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

O deputado Alessandro Molon (PT-SP) também criticou a nova votação. “Qualquer um que vença vossa excelência [o presidente da Câmara] vence por, no máximo, uma noite. Porque se encerra a sessão e vossa excelência passa a madrugada articulando a derrota da proposta vencedora”, afirmou.

Vários deputados fizeram menção à votação da reforma política, quando a proposta que permitia o financiamento empresarial para candidatos e partidos foi derrotada na madrugada, mas uma nova emenda permitindo o financiamento apenas para partidos venceu a votação no dia seguinte.

Legalidade da votação
Eduardo Cunha rebateu as críticas e defendeu a legalidade na votação da emenda, com respaldo regimental. "Eu acho muita graça que os deputados, alguns do PT, quando eu dei interpretações em matérias do governo, como o projeto da desoneração, as medidas provisórias do ajuste fiscal, ninguém reclamava que a interpretação poderia ser duvidosa. Agora, quando é matéria do interesse deles, de natureza ideológica, eles contestam. Eles têm dois pesos e duas medidas", disse Cunha.

A decisão do presidente teve o aval do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), que também defendeu a nova votação amparado em uma decisão do ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O PSDB também minimizou as críticas. Para o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), o presidente já tinha avisado que a votação da maioridade não tinha se encerrado na noite de ontem. “Não houve nenhuma novidade. Todos sabiam que, se o substitutivo da comissão especial não fosse aprovado, as demais emendas seriam. O processo legislativo continua”, disse.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) também afirmou que já viu esse tipo de votação ser feita no passado, sem questionamento regimental.

Lista de crimes
Confira os crimes que sujeitarão os jovens de 16 a 18 anos a serem julgados como adultos: