terça-feira, 28 de abril de 2015

Alckmin: a favor de Marta e contra o impeachment.

(Folha) O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), considerou que a desfiliação da senadora Marta Suplicy do PT é um reforço importante à oposição ao governo federal. Marta entregou nesta terça-feira (28) aos diretórios municipal, estadual e nacional em São Paulo seu pedido formal de desfiliação do partido. Na avaliação do tucano, que deu aval às negociações da senadora com o PSB para a disputa a Prefeitura de São Paulo no ano que vem, a saída uma "decisão importante do ponto de vista político". "É sempre positivo. Ela é uma liderança importante, é senadora por São Paulo e foi prefeita da capital paulista", disse. 

Em carta entregue aos diretórios da sigla, Marta faz críticas ao partido e afirma que o programa partidário do PT "nunca foi tão renegado pela própria agremiação de forma tão reiterada e persistente". Segundo a Folha apurou, a senadora informou ao PSB que se filiará ao partido até junho. A sigla é atualmente a maior aliada do PSDB no governo paulista; seu presidente estadual em São Paulo, Márcio França, ocupa o posto de vice-governador. 

Alckmin elogiou a saída da senadora em almoço-debate promovido com empresários pela revista "Exame", na capital paulista. Ele voltou a considerar que, neste momento, é precipitado apresentar um pedido de impeachment à presidente Dilma Rousseff (PT), como defende a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados."O importante neste momento é a investigação. Não pode tirar o foco da investigação. Esse deve ser o objetivo", disse. Segundo ele, o foco neste momento da oposição ao governo federal não deve ser o impeachment, que pode ser consequência de um aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Não é o objetivo fazer o impeachment. O objetivo é investigar. O impeachment pode ser conseqüência", ressaltou.

Marta Suplicy acusa PT de protagonista da corrupção e abandona partido.

Senadora Marta Suplicy (PT-SP)
(Estadão) Em carta em que pede sua desfiliação do PT, a senadora Marta Suplicy diz que o papel "protagonista" do PT no que chamou de "um dos maiores escândalos de corrupção" é a razão principal para deixar o partido que ajudou a fundar. A senadora destaca que é certo que "mesmo após a condenação de altos dirigentes, sobrevieram novos episódios a envolver sua direção nacional", afirmou, sem citar os desvios na Petrobrás e o ex-tesoureiro João Vaccari, preso na operação Lava Jato. 

Em documento protocolado na manhã desta terça-feira, 28, nos diretórios municipal, estadual e nacional do partido ao qual o Broadcast Político teve acesso, a senadora diz sentir que os princípios e o programa partidário do PT "nunca foram tão renegados pela própria agremiação". Segundo ela, as investigações diárias que envolvem membros do partido são motivo não só de "indignação" como de "grande constrangimento". O documento deve ser divulgado pela senadora ainda nesta tarde pelas redes sociais.

Marta, que já vinha demonstrando publicamente sua insatisfação com o partido e com o governo da presidente Dilma Rousseff desde o ano passado, quando saiu do Ministério da Cultura, disse ainda que, por ter acreditado nos "propósitos éticos" da carta de princípios do PT, não tem agora como "conviver com esta situação sem que esta atitude implique uma inaceitável conivência."  

Segundo a senadora, ela tentou exigir providências do partido e reverter a situação, mas não foi ouvida. "Percebi que o Partido dos Trabalhadores não possui mais abertura nem espaço para o diálogo com suas bases e seus filiados", afirmou. "Fui isolada e estigmatizada". Marta disse ainda que o PT não parece interessado ou não tem condições de resgatar seu programa e se distanciou completamente de seus fundamentos. 

A ex-petista acusa ainda a direção do PT de restringir e cercear seu desempenho nas atividades partidárias. "O que é mais grave, (cerceando) minha atividade parlamentar oriunda da representação política de meu mandato", escreveu.

A senadora disse vivenciar "o mais difícil e o pior momento" de sua vida política e afirmou que vive hoje uma situação de constrangimento junto à bancada do PT e no Plenário do Senado. "Tenho me furtado a discursar e emitir minhas opiniões por me negar a defender um partido que não mais me representa, assim como a milhões de brasileiros que nele um dia acreditaram", afirmou.

Governo terminal de Dilma coloca o país sob a sombra do desemprego.

(O Globo) O mercado de trabalho voltou a apresentar alta do desemprego. Em março, a taxa de desocupação nas seis regiões metropolitanas (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE de Emprego, ficou em 6,2%. A expectativas de analistas de mercado ouvidos pela agência Bloomberg variavam entre 5% e 6,4%, com o centro das projeções em 6,1%. Foi a terceira alta consecutiva do desemprego. É a maior taxa para o mês desde março de 2011, quando foi de 6,5%, e, considerando todos os meses, a mais alta desde maio de 2011 (6,4%).

A renda média do trabalho ficou em R$ 2.134,60, em queda real de 2,8% frente ao mês anterior. E 3% em relação a março de 2014. A renda caiu em todas as regiões na comparação com fevereiro. A maior queda percentual ocorreu em Salvador (-6,8%). No Rio, o rendimento médio ficou em 2,6% menor.

O contingente de desocupados nas seis regiões era de 1,5 milhão de pessoas em março. Houve queda na ocupação nas duas comparações, enquanto a força de trabalho registrou alta de 0,1% frente a fevereiro e de 0,3% em relação a março de 2014, o que o instituto considera estatisticamente estável. Houve recuo no emprego com e sem carteira assinada, ao passo que aumentou número de trabalhadores por conta própria: frente a fevereiro, alta de 2% e a março de 2014, de 2,3%.

EM FEVEREIRO, TAXA HAVIA FICADO EM 5,9%

Por grupamento de atividade, o comércio registrou queda de 1,9%, o que significou menos 83 mil postos a menos em relação a fevereiro, alta de 0,6% em relação a março de 2014. Já a indústria teve avanço de 0,6% frente a fevereiro e queda de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2014. Em fevereiro, a PME tinha apontado uma taxa de 5,9%, a maior taxa para meses de fevereiro desde 2011, quando foi de 6,4%. Considerando todos os meses mês, foi a mais alta desde junho de 2013 (6%). Em janeiro deste ano, havia sido de 5,3%.

Nessa mesma pesquisa, o rendimento médio real dos trabalhadores caiu 1,4% frente a janeiro e 0,5% em relação a fevereiro de 2014, para R$ 2.163,20. Foi a primeira variação negativa na comparação interanual desde outubro de 2011, quando houve recuo de -0,3%. É também a maior desde maio de 2005, quando o recuo no rendimento chegou a 0,7%.

Em outra pesquisa, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, que cobre cerca de 3.500 municípios, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro foi de 7,4%. A taxa de desemprego no Brasil tinha sido de 6,8% no trimestre encerrado em janeiro.

No trimestre encerrado em fevereiro do ano passado, também tinha sido de 6,8%. Entre setembro e novembro, o desemprego havia ficado em 6,5%. O objetivo do IBGE é substituir a PME pelo levantamento nacional, criado em 2012 e que, até ano passado, não contava com números sobre a renda.

O Antagonista denuncia gráfica usada pela campanha da Dilma que não existe no endereço informado. O nosso Blog mostra onde foram parar os "santinhos" feitos para todo o Brasil. O endereço de entrega é ainda mais estarrecedor.

POST PUBLICADO ORIGINALMENTE ONTEM ÀS 19:30 

Neste prédio, em Porto Alegre, num pequeno apartamento, foram entregues dezenas de milhões de "santinhos" de candidatos do PT de todo o Brasil...

O Antagonista está publicando uma série de posts sobre uma gráfica que não existe no endereço declarado em sua documentação fiscal e que forneceu mais de R$ 16 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff. 


O nosso blog vai acrescentar, neste post, informações muito relevantes que indicam que coisas muito estranhas cercam esta transação. Os dados deste post foram retirados de documento oficial postado no TSE e fornecidos pelo atual ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

São materiais de prestação de contas da campanha eleitoral presidencial de Dilma Rousseff.

O que segue, em imagens, é um exemplo de um dos processos de compra, pagamento, entrega, recebimento e cópia do material impresso que foi produzido pela gráfica VTPB, conforme informações fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral, pela sua campanha. Há dezenas deles que repetem a mesma "comprovação".

Acompanhem com atenção. São documentos oficiais.

IMAGEM 1

Esta imagem acima mostra que a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda - EPP  está devidamente cadastrada, com situação regular junto à Receita Federal.

IMAGENS 2 E 3
Os documentos acima comprovam que o tesoureiro do PT, atual ministro Edinho Silva, efetuou diretamente a transação bancária que pagou pelos serviços da gráfica. Isto pode ser visto ao pé da página da imagem da TED. Fica comprovado, assim, que campanha presidencial Dilma Rousseff pagou, efetivamente, neste caso, neste processo, R$ 667.812,90 para a gráfica VTPB. Relembramos! Esta é apenas uma de dezenas de transações comprovadas da mesma forma. O total ultrapassa os R$ 16 milhões!

IMAGEM 4
Esta imagem é importantíssima. Observem os detalhes. Trata-se da Nota Fiscal da gráfica VTPB, informando o valor de R$ 667.812,50, cobrados por um total de 10 milhões 685 mil impressos, denominados "Santinho Dilma Modelo Card". Observem o endereço de entrega: Avenida Copacabana, 1205, Apto 503, Tristeza, Porto Alegre, RS.  Até aí, tudo bem, não e mesmo? Tudo certinho, regular, fechadinho. A gráfica imprimiu e entregou, lá no Rio Grande do Sul, em endereço existente.

IMAGEM 5
 
Observem a imagem acima. O recebimento do material foi dado em São Paulo, mesmo que a entrega tenha sido feita em Porto Alegre. É apenas um detalhe. Mas é um detalhe. O mais importante está abaixo, nas imagens seguintes.

IMAGEM 6
Lembram que o material impresso foi entregue em Porto Alegre e o recebimento foi dado em São Paulo? A imagem acima mostra o modelo de "santinho" que foi enviado para o Rio Grande do Sul. É "santinho" da campanha de Fernando Pimentel, candidato petista em Minas Gerais. A campanha presidencial de Dilma Rousseff enviou os "santinhos" mineiros para Porto Alegre. Isso que é logística!

IMAGEM 7
Agora voltemos ao endereço de entrega. Olhem bem este endereço. Ele é a prova contundente de que existe algo de muito estranho no ar. Que endereço será este? Um diretório? Um comitê de campanha? Uma central de logística? Que apartamento é este, no quinto andar, que recebeu milhões e milhões de santinhos das campanhas petistas de todos os estados, mas que fica no Rio Grande do Sul? Revelamos abaixo.

IMAGEM 8
O apartamento onde foram entregues dezenas de milhões de "santinhos" para os candidatos do PT de todo o Brasil pertence à candidata Dilma Rousseff, conforme Declaração de Bens que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral no registro da sua candidatura. 

Temos, assim, uma gráfica que não existe no endereço informado.
Temos materiais de campanhas de todo o Brasil entregues por esta gráfica num único endereço, localizado no extremo Sul do país.
O local da entrega de dezenas de milhões de impressos é um apartamento de propriedade da Presidente da República, então candidata à reeleição.
Este blog não sabe se isto é legal ou ilegal.
Mas que é muito estranho, ah isso é!

Todo o material postado aqui está disponível neste link do Tribunal Superior Eleitoral.

PT instituiu a terceirização da propina.

Executivos de uma empresa de construção metálica que atuou em refinarias e plataformas da Petrobras revelaram à Polícia Federal, em inquérito na Operação Lava Jato, que a empreiteira Camargo Corrêa cobrou R$ 6 milhões para fechar um contrato com a empresa. Os destinos finais do dinheiro, segundo a investigação, foram duas firmas de fachada controladas pelo doleiro Alberto Youssef. 
(Folha)

A quebra do sigilo da empresa MO Consultoria, usada por Youssef para receber dinheiro do esquema de desvios da Petrobras, confirmou dois depósitos, no valor total de R$ 2,8 milhões, da Metasa Indústria Metalúrgica, sediada em Marau (RS).  A versão da firma sobre os depósitos foi dita à PF, no último dia 14, por Antonio Roso, presidente do Conselho de Administração de 2000 a 2013, e por José Eliseu Verzoni, do conselho até 2011. 

Verzoni disse que em 2010 foi a São Paulo para reunião com executivos da Camargo. A Metasa queria trabalhar para a empresa em obras no Porto de Suape (PE), em que receberia R$ 110 milhões.
Nesse encontro, contou, Eduardo Dobbin, identificado como gerente de suprimentos, disse que "havia um custo junto à obra relativo à 'orçamentação e precificação'" no valor de R$ 6 milhões. Ele disse ter ouvido que a Metasa deveria arcar com esse custo, "sob pena de não receber o contrato". Feito o acordo, disse, dois enviados da Camargo procuraram a Metasa dias depois para explicar como deveria ser feito o depósito. Duas empresas foram indicadas. 

Segundo Roso, o pagamento foi dividido entre a Metasa e uma parceira, a RP Montagens Industriais. A PF conseguiu rastrear dois pagamentos da Metasa à MO. Conforme a versão de Roso, ele só "soube que havia algo errado com esses pagamentos" depois que foi desencadeada a Lava Jato. Roso disse que autorizou os pagamentos porque Verzoni lhe disse que eram "uma imposição da Camargo". Ele reconheceu que "a operação é um tanto não usual em termos comerciais, tanto que nunca ocorreu antes nem depois na história da Metasa". 

Verzoni e Roso não souberam explicar como, nos cálculos do orçamento da Metasa, foi absorvido o "custo extra" de R$ 6 milhões. Também negaram ter conhecimento de que se tratava de pagamento de propina "ou de valores para fins políticos". 

A versão apresentada pela Metasa à PF foi diferente da prestada à CPI da Petrobras do ano passado no Congresso Nacional. Quando questionada sobre os pagamentos à MO, a Metasa confirmou o negócio, mas limitou-se a dizer que "não foi localizada nos arquivos da empresa, sob forma de relatório ou documento escrito, evidência da prestação de serviços objeto do contrato com a MO". Na época, a empresa prometeu conversar com os dirigentes antigos para prestar informações aos órgãos de investigação. A CPI terminou sem que Verzoni e Roso fossem procurados ou ouvidos pela comissão.

STF pode soltar chefe das empreiteiras corruptas do Petrolão e amigo do Lula. Julgamento de HC é hoje.

 (Estado) A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta terça-feira, 28, pedidos de liberdade apresentados pela defesa de três empreiteiros presos na Operação Lava Jato. Serão julgados os pedidos de habeas corpus apresentados pelos advogados de Ricardo Pessoa, dono da UTC, e de dois executivos da construtora OAS: Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor da área internacional da OAS) e José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS.

Até o momento, os pedidos de liberdade dos empreiteiros investigados na Lava Jato vinham sendo negados pelos ministros do STF, sob a justificativa de que os recursos ainda tinham de passar pela análise das instâncias inferiores, como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, os pedidos que serão levados a julgamento nesta terça-feira já foram julgados e rejeitados pelo TRF e pelo STJ e agora terão o mérito analisado pela Suprema Corte.

Embora não se possa antecipar qual será a decisão da Turma, o ministro Gilmar Mendes, que compõe o colegiado, deu indícios recentemente que poderá decidir pela concessão do habeas corpus. Durante julgamento do pedido de liberdade de Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás também preso na Lava Jato, o ministro disse que a prisão preventiva não poderia se transformar em execução de pena, lembrando que os empreiteiros estavam, à época, detidos há quatro meses.

"A mim me parece que estamos nos aproximando do limite em que a prisão preventiva se torna eventualmente (…) antecipação de execução", disse, Gilmar durante sessão da segunda turma realizada em 17 de março. O ministro teve sua fala complementada pelo ministro Dias Toffoli, que também mencionou "antecipação de execução", e que também vai julgar os pedidos de HCs nesta terça-feira.

Ao votar durante o julgamento do pedido apresentado pela defesa de Duque, Gilmar disse que cogitou o cabimento de habeas corpus de ofício, quando um ministro pode conceder liberdade a um detido mesmo quando não há um pedido da defesa, se entender que não há fundamentação jurídica para prisão. 

Na ocasião, Gilmar lembrou ainda que os empreiteiros que foram presos na Sétima Fase da Lava Jato, em novembro de 2014, já não estavam mais à frente das empresas, não justificando a prisão por não apresentarem risco. Esse argumento foi um dos apontados pelo criminalista Alberto Toron ao pedir a soltura de seu cliente, Ricardo Pessoa.

Nos três pedidos que serão analisados durante a sessão desta terça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou pela negativa do pedido de habeas corpus. Os três empreiteiros estão detidos por mais de cinco meses por decisão do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal. A sessão da 2ª Turma está marcada para às 14 horas desta terça.

Delação. A possibilidade de Pessoa ser liberado acontece simultaneamente à expectativa de que o empreiteiro firme um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Investigadores da Lava Jato veem com bons olhos a colaboração do ex-presidente da UTC já que ele é tido como chefe do chamado "clube" das empreiteiras que negociavam benefícios no esquema de corrupção da Lava Jato. Um possível acordo de delação pode naufragar diante da concessão de liberdade de Pessoa pelos ministros do STF.

Medo de novo panelaço faz Dilma fugir de pronunciamento aos trabalhadores.

Depois de virar alvo de panelaço durante o pronunciamento do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, a presidente Dilma vai trocar a TV pelas redes sociais no Dia do Trabalho
(Estado) Após ter sido alvo de um “panelaço” em diversas cidades do País quando falou pela última vez em cadeia de rádio e TV, no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff desistiu de fazer o tradicional pronunciamento à Nação no 1º de maio, Dia do Trabalho.  A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 27, durante reunião da presidente com o seu núcleo político. Desde que assumiu o primeiro mandato, em 2011, esta será a primeira vez que Dilma não se dirigirá aos trabalhadores na data. A comunicação será feita via redes sociais, mas o modelo a ser usado ainda vai ser definido.

Apesar da decisão inédita, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, negou que a presidente tenha desistido de ir à TV por temor de que haja novos panelaços. O episódio precedeu os atos do “Fora Dilma” de 15 de março. “A presidenta não teme nenhum tipo de manifestação da democracia. Toda manifestação que é oriunda da construção de um Brasil democrático a presidenta não tem temor com isso”, disse Edinho. “A presidente vai dialogar com o trabalhador pelas redes sociais.”

Segundo o ministro, a necessidade de uma nova estratégia de comunicação foi “unânime”. “A presidenta só está valorizando um outro modal de comunicação. Ela já valorizou as rádios, valoriza todos os dias a comunicação impressa, ela valoriza a televisão e ela resolveu, desta vez, valorizar as redes sociais”, afirmou o ministro, escalado para falar ao final da reunião no Palácio do Planalto.Na avaliação de integrantes do governo, conforme relatos colhidos pelo não havia anúncio de medidas a serem feitas, caso Dilma se optasse pelo pronunciamento, o que poderia ser um motivo a mais para reacender a reação negativa contra o governo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Agronegócio vaia Dilma e cala Temer.

 (Veja) O vice-presidente Michel Temer (PMDB) deixou nesta segunda-feira a Feira Internacional Agrícola em Ação (Agrishow), que ocorre em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, sem se pronunciar após protesto de cerca de cinquenta manifestantes. A cerimônia de abertura do evento previa um pronunciamento do vice-presidente, mas manifestantes fizeram um buzinaço e para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff - e também de Temer - no local. 

A própria cerimônia de abertura foi prejudicada pelo barulho do protesto, e nenhuma das autoridades presentes ao evento fez qualquer tipo de pronunciamento. Além de Temer, também compareceram os ministros da Agricultura, Kátia Abreu, e de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) - estes dois últimos receberam aplausos.

Lava Jato: MPF liga gráfica "laranja" ao PT e faz nova denúncia contra Vaccari.

Vaccari foi preso nesta terça-feira. Foto: Geraldo Bubniak/AGB
(Estado) A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta segunda-feira, 27, nova denúncia criminal contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque –  indicação do partido ao cargo – e o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. A acusação formal é de prática de lavagem por 24 vezes, no total de R$ 2,4 milhões, entre abril de 2010 e dezembro de 2013. Vaccari e Duque estão presos em Curitiba, onde estão os processos sobre corrupção na estatal petrolífera.VEJA A DENÚNCIA NA ÍNTEGRA
 
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, uma parte da propina paga para Duque na Diretoria de Serviços foi direcionada por empresas do grupo Setal Óleo e Gás, controlado por Augusto Mendonça – delator da Lava Jato – para a Editora Gráfica Atitude Ltda.. O pagamento foi feito a pedido de Vaccari, que foi tesoureiro do PT de 2010 até este mês, quando foi preso pela Lava Jato. Os procuradores da força-tarefa sustentam que existem, ainda, “vários indicativos de ligação da Gráfica Atitude com o PT”. 

Os procuradores relatam na acusação entregue à Justiça Federal que para conferir uma justificativa econômica aparentemente lícita para os repasses da propina, empresas do grupo de Mendonça (Setal, Setec e SOG) assinaram dois contratos, em 1.º de abril de 2010 e em 1.º de julho de 2013, com a Gráfica Atitude Ltda. “Contudo, a Gráfica jamais prestou serviços reais às empresas do grupo Setal, emitindo notas frias para justificar os pagamentos”, afirmam os procuradores. “A responsabilidade criminal de pessoas vinculadas à Gráfica será apurada em investigações próprias.” Segundo o coordenador da força-tarefa, o procurador da República Deltan Dallagnol, “embora a denúncia envolva um partido político, o esquema era pluripartidário”. 

“Já foram denunciados, anteriormente, operadores vinculados às diretorias controladas pelo PP e pelo PMDB. A partidarização do olhar sobre as investigações prejudica os trabalhos, porque tira o foco do que é mais importante, que é a mudança do sistema, o qual favorece a corrupção seja qual for o partido”, afirma a Procuradoria. “Por isso o Ministério Público Federal apresentou as dez medidas contra a corrupção e a impunidade.” Vaccari permanece preso, à disposição da Justiça Federal. O procurador da República Roberson Pozzobon, que também integra a força-tarefa, ressalta que essa e outras prisões são essenciais para proteger a sociedade.

“Os presos continuaram praticando crimes até 2014, de modo profissional e ignorando o avanço das investigações. Caso sejam soltos, estarão em posição de continuar a praticá-los, pois são donos e dirigentes de empresas com grandes contratos com o poder público, ou mantêm milhões em propinas no exterior que poderão ser escondidas ou gastas.”

Vaccari. É a segunda denúncia criminal contra Vaccari e Duque – supostos braços do PT no esquema de corrupção na estatal. Ele foi acusado de ter operado o recebimento de R$ 4 milhões para o partido, em acusação formal deste ano. Na denúncia, o Ministério Público Federal pediu que os réus sejam condenados a devolver R$ 2,4 milhões aos cofres públicos, bem como ao pagamento, a título de indenização, de mais R$ 4,8 milhões. A pena para o crime de lavagem de dinheiro é de três a dez anos de prisão. Segundo a Procuradoria, a pena aplicada será aumentada de um até dois terços “em razão da reiteração dos crimes e de terem sido praticados por organização criminosa”.

Outra segunda-feira negra na economia: PIB deve cair 1,10% em 2015 e inflação vai a 8,25%.

O PIB brasileiro deverá ter queda de 1,10% em 2015, segundo o centro das expectativas (mediana) de economistas e instituições financeiras consultadas pelo Banco Central. Há uma semana esperava-se queda de 1,03%. Os dados fazem parte da pesquisa Focus, realizada semanalmente pela instituição. Para 2016, a expectativa dos economistas é de uma recuperação de 1%, a mesma da semana anterior. Pela primeira vez, o valor não será o suficiente para cobrir as perdas apontadas para 2015. A expectativa é de que a inflação oficial, medida pelo IPCA, atinja 8,25%, mantendo a volta das altas, que tiveram interrupção no dia 10. Há uma semana, esperava-se alta de 8,23%, valor acima da meta oficial de inflação, que é de 6,50%. O IPCA é um dos principais dados levados em consideração pelo governo na hora de determinar a taxa de juros Selic, que atualmente está em 12,75% ao ano. A expectativa de economistas é que essa feche 2015 em 13,25%, mesmo valor esperado na semana anterior. Nesta quarta-feira (27), o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) deve definir a taxa de juros.(Com informações da Folha)

CUT e PT pressionam Dilma a falar contra terceirização no Dia do Trabalhador. Com medo do panelaço, presidente se esconde.

Os ministros são contra, enquanto deputados e senadores petistas, pressionados pela CUT, instigam Dilma Rousseff para que vá à televisão e declare que vai vetar a lei da terceirização, para se aproximar dos ditos "movimentos sociais". Se Dilma resolver falar em rede nacional, será por no máximo cinco minutos, para evitar que o panelaço que já virou tradição no país se alastre. Durante esta semana, uma série de pesquisas qualitativas estão sendo feitas para testar o humor dos brasileiros. Depois de sacrificar direitos trabalhistas como o seguro desemprego e as pensões em nome do ajuste fiscal, Dilma poderia, segundo a ala "sindicaleira" do PT mostrar que a lei do salário mínimo foi prorrogada até 2019, além de informar que vai vetar a lei da terceirização. A verdade é que está difícil enganar o povo brasileiro. Quem tanto mentiu para se reeleger nunca mais vai escapar de panelaço. Nem que a vaca tussa.

Ninguém quer ser líder de Dilma no Senado. Nem Jader Barbalho.

(Folha) Enfrentando uma crise política com o Congresso, a presidente Dilma Rousseff não conseguiu encontrar entre seus aliados, mais de cem dias depois de sua posse, um nome para ocupar a liderança do governo no Senado. O cargo é considerado estratégico porque cabe ao líder do governo defender os interesses do Planalto na Casa --hoje comandada por Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem enviado recados e feito sucessivas ameaças de retaliação à petista. 

A intenção de Dilma é nomear um peemedebista para tentar conter a rebelião do partido contra o Planalto. O problema: ainda não surgiu nenhum nome alinhado à presidente e capaz de pacificar a relação com o seu principal aliado no Congresso. Recentemente, ganhou força o nome de Jader Barbalho (PMDB-PA) (foto), mas o Planalto teme reações. Ele renunciou ao mandato em 2001 e foi preso no ano seguinte acusado de desviar recursos. Também é considerado um parlamentar ausente, com atuação maior nos bastidores. 

Conhecido como "eterno líder do governo" no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) tem o perfil considerado "ideal" pelos colegas, mas rejeita a ideia de defender o Planalto e tampouco tem o seu apoio. O peemedebista, que foi líder do governo da petista em seu primeiro mandato, declarou voto em Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014 e se tornou crítico ao Executivo. 

Em 2012, Dilma tirou Jucá do cargo para cedê-lo a Eduardo Braga (PMDB-AM), atual ministro de Minas e Energia. Desde que Braga deixou o Senado para ocupar a pasta, a liderança está vaga. O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), também foi sondado, mas prefere não acumular as duas funções para não desagradar o partido. Com a transferência da coordenação política do governo para o vice Michel Temer, presidente do PMDB, aliados esperam que a situação seja solucionada. 

INSATISFAÇÃO
A irritação de Renan com o Planalto começou depois que o nome do senador foi incluído entre os dos políticos investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na Operação Lava Jato. O presidente do Senado também não digeriu a troca de seu afilhado político, Vinícius Lages, pelo ex-presidente da Câmara Henrique Alves no Ministério do Turismo, e acusa o governo de fragilidade em sua articulação com o Legislativo.

Aécio volta a denunciar corrupção do PT nos Correios.

Em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) cobra investigações e punições contra os petistas que estão destruindo os Correios. 

"Dias atrás, a Justiça atendeu ao pedido da Associação dos Profissionais dos Correios e suspendeu o pagamento das contribuições extras de participantes do fundo de pensão Postalis como forma de equacionar o enorme rombo existente, resultado da negligência e da crônica má gestão. 

Revisito a matéria porque, com todas as atenções voltadas para os graves desdobramentos do escândalo da Petrobras, outras situações não menos graves vão se diluindo sem conseguir mobilizar o país. 

É exatamente o que acontece com a crise dos Correios, outra empresa que se transmudou em uma espécie de resumo das mazelas que ocorrem no país: corrupção, compadrio, ineficiência e uso vergonhoso do Estado em favor de um partido político. 

Nos últimos anos, os Correios, assim como outras empresas públicas e seus fundos de pensão, foram ocupados pelo PT. Na campanha eleitoral do ano passado, a estatal foi instrumento de graves irregularidades. 

A propaganda da candidata oficial à época foi distribuída sem o devido e necessário controle. A consequência foi que milhões de peças podem ter sido encaminhadas sem o pagamento correspondente. Recentemente, o TCU concluiu que a empresa agiu de forma irregular. Até aqui, pelo que se sabe, ficou por isso mesmo. 

Mas não foi só isso. Além de fazer o que não podiam, os Correios não fizeram sua obrigação: deixaram de entregar correspondências eleitorais pagas pelos partidos de oposição. Ação na Justiça denuncia que correspondências de partidos com críticas ao PT simplesmente nunca chegaram aos seus destinatários. 

Some-se a isso o escândalo do vídeo gravado durante uma reunião, no qual um deputado petista cumprimenta funcionários da empresa e, sem nenhum pudor, reconhece o uso político dos Correios. Diz ele: "Se hoje nós estamos com 40% [de votos] em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios". 

Denúncias como essas foram feitas por funcionários da estatal indignados não só com o prejuízo financeiro, mas com o comprometimento da imagem de uma empresa que até pouco tempo atrás tinha a confiança de todos os brasileiros. A conta é alta: o rombo do Postalis pode ser de R$ 5,6 bilhões. 

O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados, de uma forma ou de outra, pela doença do aparelhamento e da má gestão, com prejuízos incalculáveis aos trabalhadores e ao país. 

O Brasil aguarda e exige que investigações rigorosas alcancem também as autênticas caixas-pretas em que esses fundos se transformaram e que resumem o que há de pior na vida pública brasileira. É hora de cobrar responsabilidades e transparência."